Despachantes protestam contra Portaria que os acusam de serviços de clonagem

Segundo sindicalistas, a Portaria 2506/2017, publicada no DOE, acusa de forma clara que os despachantes são responsáveis pelos serviços de clonagens de veículos

Manaus – Na manhã desta segunda-feira (31), despachantes credenciados ao Sindicato dos Despachantes Documentalistas do Estado do Amazonas (Sindesdam) fizeram um protesto, na Sede do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), na zona centro-sul de Manaus, em razão da Portaria 2506/2017, publicada no Diário Oficial do Estado do Amazonas, no dia 27 deste mês.

De acordo com o diretor de marketing do Sindesdam, Franklin da Silva, a Portaria acusa de forma clara que os despachantes são responsáveis pelos serviços de clonagens de veículos. “Ele (diretor-presidente do Detran) generalizou de maneira muito clara. Tá aqui na Portaria onde todos os tipos de serviços de clonagem foram feitas por despachantes credenciados. Ele tem que provar, não pode generalizar”, disse.

Profissionais se reuniram na frente da sede do Detran em protesto contra a publicação (Foto: Divulgação)

Franklin afirma ainda que esses serviços não são feitos por despachantes credenciados ao Sindicato, que esse tipo serviço é feito de maneira clandestina e com ajuda de servidores do Departamento. “Existe o ‘zangão’, que são aquelas pessoas que não são despachantes, ficam aqui na frente executando um serviço e fazem esse tipo de serviço. Mas, se existe o ‘zangão’, é porque existe o funcionário público que excuta o serviço”, afirmou.

Segundo a despachante, Luiza Meiry, Policiais chegaram ao local armados, impedindo que o Presidente do Sindicato entrasse no prédio do Detran. “Nosso Presidente querendo subir e o Leonel (diretor-presidente do Detran) disse que não ia atender ele. O que mais me indignou foi ver os Policiais empurrando o nosso Presidente com armas”, acrescentou.

O presidente e membros da diretoria do Sindicato estão se reunindo desde o início da tarde com o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza, para tentar reverter a situação. O Detran-AM afirmou, por meio de assessoria de imprensa, que a portaria exige que seja apresentado o comprovante original de residência e que a procuração seja registrada em cartório. O órgão afirmou, ainda, que não aponta culpados e está adotando uma medida preventiva. Nesta segunda-feira (31), o diretor do órgão recebeu uma comissão do Sindesdam e definirá um prazo para adequação dos despachantes.

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