Educadores do AM ameaçam greve nesta segunda-feira

Duas manifestações estão marcadas para esta segunda-feira (15), para reivindicar o reajuste da categoria: uma no Centro de Manaus e outra em frente a sede do governo do Estado, na zona oeste

Manaus – Os professores ameaçam realizar, na manhã desta segunda-feira (15), duas manifestações de greve para revindicar o reajuste salarial de 2019. Uma caminhada, a partir da Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia) até a Praça da Matriz, no Centro, e uma concentração para assembleia às 9h, em frente à sede do governo do Estado, estão marcadas pelas entidades representativas dos trabalhadores da educação do Estado.

A categoria reivindica o reajuste de 15% e a Seduc propõe 3,93% (Foto: Divulgação/Sinteam)

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, convocou, por meio das redes sociais, os professores para que participem da manifestação desta segunda-feira que marcará o início da greve, no Centro. A categoria reivindica o reajuste salarial de 15% e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) propõe 3,93%.

“Nossa categoria ficou quatro anos sem reajuste salarial, está há dois sem progressões horizontais e o auxílio localidade está congelado em R$ 30 há 30 anos. Perdemos quase 10% do poder de compra ao longo desses quatro anos e vamos até o fim para retomar a autoestima da nossa categoria. Não são só de professores. Representamos auxiliares de serviços gerais, merendeiras, vigias na capital e interior, além de aposentados. Nossa luta é por todos eles”, afirmou Rodrigues.

De acordo com o Sinteam, trabalhadores de pelo menos 23 municípios devem paralisar as atividades nas escolas estaduais, a partir desta segunda.

Para os membros do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), a instalação da greve será a partir das 9h, em frente à sede do governo do Estado, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus.

“Nós não queríamos fazer a greve e esperamos que ela não se estenda por muito tempo, esperamos que em tempo hábil o governador possa agir com sensatez e com vontade política e possa apresentar uma contraproposta à altura dos professores”, destacou a coordenadora geral, Helma Sampaio.

O sindicato representa, aproximadamente, 26 mil professores e pedagogos das escolas da Educação Básica da rede pública de Manaus. Aproximadamente, 30 mil trabalhadores atuam na rede estadual de ensino.

De acordo com a Seduc, em janeiro de 2018, o salário de um professor em 20 horas semanais era de R$ 1.634,75. Com o reajuste de 2019, o salário passou a ser de R$ 2.076,54. Para os que atuam em 40 horas semanais, a remuneração era de R$ 3.269,49 e agora passa a ser de R$ 4.153,06.

Na quarta-feira (10), durante a coletiva de 100 dias de gestão do governador Wilson Lima, o secretário de Educação, Luiz Castro, afirmou que não fará outra proposta, além dos 3,93% de aumento, por causa do Limite Prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em publicação neste fim de semana nas redes sociais, a deputada estadual e presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), Therezinha Ruiz, defendeu o diálogo entre a categoria e a Seduc. “Concordo com as reivindicações das lideranças sindicais, e desde o primeiro momento me coloquei à disposição, intermediando a questão junto ao governo do Estado, na perspectiva de uma solução negociada. Portanto, é momento de usar o bom senso para evitar decisões drásticas, como a paralisação de um serviço público de tamanha relevância”, afirmou.