Entidades protestam contra novo decreto

Sob gritos de “nós não somos culpados”, representantes de bares e restaurantes e de flutuantes, que foram afetados por decreto do governador Wilson Lima, protestaram contra fechamento desses locais

Manaus – Sob gritos de “nós não somos culpados” os representantes de bares, restaurantes e flutuantes, que foram afetados com o decreto do Governo do Estado que proibiu o funcionamento desses estabelecimentos por conta da Covid-19, protestaram na tarde desta quinta-feira (29), na Praça São Sebastião, Centro de Manaus.

(Foto: Marcos Lima / GDC)

O ato foi organizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e por mais de 30 estabelecimentos que não podem funcionar desde o dia 24 de setembro por conta do decreto do Governo do Estado que foi prorrogado na terça-feira (27), por mais 30 dias.

“Nós respeitamos todas as leis e temos álvara de funcionamento. Todas as normas sanitários são cumpridas e novas normas foram adotadas por conta da pandemia. Nós podemos funcionar de forma segura sem colocar em risco as pessoas. Com esse decreto, são cerca de 25 mil pessoas que perderam seus empregos”, disse Fábio Cunha, Presidente da Abrasel.

Em frente ao Teatro Amazonas, foi colocado um trio-elétrico para que as pessoas pudessem subir e protestar. Várias cartazes foi exibidos com as frases: “Somos trabalhadores, não somos culpados”; Governador, dia 30 seu salário tá seguro. E o nosso? Precisamos trabalhar!”; Eleições podem, ônibus e mercado lotado, podem. So não podem os bares”; “Cuidado Coronavírus só pega depois das 22h”.

“Já estou com um mês sem trabalhar. Estou com dificuldade para pagar minhas contas. Já tirei meu filho da escola. Minha esposa trabalha junto comigo e somos dois desempregados. Meu filho acorda de manhã, eu vou falar para ele que não tem dinheiro para comprar. Eu espero que o governador olhe por nós que tá muito difícil”,  relatou Arleson Ramos, Bar Men de um flutuante no Tarumã, zona oeste.

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