Equipe de Rondônia é campeã do Torneio Sesi de Robótica

A ‘Elev3r’ propôs um sistema de orientação para autistas em praças públicas

Manaus – A equipe ‘Elev3r’, do Sesi Centro Educacional Isolina Ruttmann, do município de Vilhena (RO), foi a vencedora da etapa regional Norte do Torneio Sesi de Robótica First Lego League (FLL), encerrado neste sábado (8), no Sesi Clube do Trabalhador, zona leste. A conquista do Champion’s Award (prêmio da campeã) garantiu à equipe vaga para a etapa nacional do torneio, que será realizada de 6 a 8 de março, em São Paulo.

Os campeões da etapa regional Norte do Torneio Sesi de Robótica First Lego League foram conhecidos neste sábado (8), no Sesi Clube do Trabalhador (Foto: Divulgação)

O segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, com as equipes ‘Lego Master’, da Escola Sesi Pe. Francisco Luppino, do município de Parintins, e ‘Adsumus’, também da Escola Sesi Isolina Ruttmann, que seguem na competição. Ainda conquistaram vaga para a etapa nacional a ‘World Doctors’, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam, Manaus-AM), e ‘I’ Robot’, do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI, Boa Vista-RR).

Vinte e cinco equipes de alunos de escolas públicas e particulares do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima participaram dessa temporada. A ‘Elev3r’ já foi vice-campeã na Into Orbit (Em Órbita) 2018/2019, do Torneio Sesi de Robótica, etapa regional Norte, e finalista no Festival Nacional que a classificou para o torneio internacional em West Virginia, nos Estados Unidos.

Na edição deste ano, a equipe ‘City Shaper’ (Cidades Inteligentes) foi a mais bem avaliada em todos os quesitos da competição: Desafio/Design do Robô, no Projeto de Pesquisa, e na categoria Core Values (valores fundamentais), levando o Champion’s Award.

Formada por seis alunos da Escola Sesi de Vilhena, a equipe foi agraciada também, nesta etapa regional, com o prêmio especial ‘Campeão do Desafio do Robô’, pelo desempenho nas competições da mesa de robótica. A ‘Elev3r’ propôs um sistema de orientação para autistas em praças públicas que contempla três aspectos: faixas coloridas no chão, uma placa de orientação e um app e QR Code.

De acordo com a líder da equipe, Lívia Vieira, 15, a ideia visa atender diferentes níveis de autistas para auxiliá-los na acessibilidade. “Atualmente não se tem muito conhecimento na população para a acessibilidade dos autistas. Identificamos que, na nossa cidade, aproximadamente 1.125 autistas não possuem nenhum ambiente de lazer adaptado, como praças, por exemplo, e com isso não há segurança. A criança não sabe se orientar no espaço porque é muita informação”, explicou a estudante.

Vieira ressaltou ainda que os autistas, por possuírem diferentes níveis, são contemplados em três aspectos do projeto. “Os autistas identificam tudo que está a nossa volta de forma diferente. Então, por meio de pesquisas feitas com o auxílio de uma terapeuta educacional, vimos que os autistas podem identificar de forma visual e auditiva ou, às vezes, as duas juntas. Então, para haver maior alcance, utilizamos as faixas coloridas que levam a pontos específicos da praça (para os visuais), QR Code para orientar, de forma visual e auditiva, na placa de entrada do local”, relatou.

A equipe ‘Lego Master’, classificada em segundo lugar, apresentou um projeto de revitalização de patrimônio histórico, atualmente em abandono, para uma praça sustentável, no município de Parintins. ‘Adsumos’, terceiro lugar no torneio, projetou a reorganização das barracas das feiras livres cobertas da comunidade local.

Com participação de 300 jovens, de nove a 16 anos, a etapa regional Norte do Torneio Sesi de Robótica FLL motivou os participantes a trazer soluções para problemas ligados a melhorias da mobilidade urbana, energia sustentável, limpeza dos rios, coleta de lixo, redução do consumo energético e revitalização de espaços públicos.

Segundo o chefe dos juízes da etapa regional Norte, Arnaldo Ortins, conhecido na competição como ‘Tiozão’, o nível de competição foi alto, apesar da participação de equipes novas no evento. “Nesse regional tivemos muitos projetos interessantes ligados a questão ambiental e que demonstraram o potencial da região e o interesse dos jovens em desenvolver coisas com esse cuidado sustentável. Eu estive em outros regionais, porém o do Norte trouxe isso de forma muito reforçada e isso é bem legal, porque tivemos aqui times incríveis, com ideias muito boas e projetos sensacionais. Percebemos que as equipes são bem preparadas e estarão representando bem no nacional”, apontou Ortins.

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