Escola abandonada é mobiliada às pressas, um dia após denúncia de renovação de aluguel do prédio

O contrato de aluguel do prédio, segundo o deputado estadual Dermilson Chagas (PP), é de R$1,2 milhão

Manaus – Nesta quinta-feira (8), o deputado estadual do Amazonas Dermilson Chagas (PP), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) do Amazonas para denunciar a renovação do contrato de aluguel, feita pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), de um prédio onde deveria funcionar uma escola, e que está abandonado há mais de dois anos, segundo o parlamentar. Ainda de acordo com Dermilson, o contrato de R$1,2 mi foi feito com dispensa de licitação.

Prédio está sendo mobiliado, um dia após a denúncia de renovação de contrato de aluguel do local (Foto: Reprodução/ Facebook Dermilson Chagas)

“No prédio funcionou o antigo colégio Cristo Redentor, que foi alugado para funcionar como Centro Educacional de Jovens e Adultos (Ceja), porém, até hoje nunca foi ativado. E agora o Governo do Amazonas resolve pagar mais de R$ 100 mil por mês, até 2020, para mantê-lo. Qual o principal interesse dessa renovação? Quem está ganhando?”, destacou o deputado.

Dermilson aponta a contratação como um desperdício do dinheiro público. “Diferente do discurso de que não tem dinheiro para pagar o 13° salário dos servidores públicos, o Governo do Estado do Amazonas, acaba de desperdiçar mais de R$ 1 milhão do dinheiro público, alugando um prédio abandonado”, completou.

Ativação às pressas

Um dia após a denúncia feita pelo deputado Dermilson Chagas, o cenário no entorno da escola abandonada era outro.  A equipe do parlamentar flagrou, já na manhã desta sexta-feira (9), uma grande movimentação no local, na tentativa de mobiliar às pressas o prédio. “Após a minha denúncia, a mando do secretário Luiz Castro, mais de 100 pessoas tentavam, desesperadamente, mobiliar o prédio que está abandonado há 2 anos. O objetivo dessa ativação repentina é certamente para não serem surpreendidos pelo ministério púbico”, pontuou.

O que diz a Seduc

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que o contrato foi firmado pela gestão passada, para acomodar as instalações físicas e administrativas do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja).

Ainda segundo a Seduc, as instalações, que se mantiveram sem uso e fechadas durante todo o ano letivo de 2018, foram alvo de depredações e furtos. “Quando assumiu, a atual gestão reavaliou as condições e necessidade de manter a contratação, decidindo pela renovação do contrato, conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), e adotando medidas de readequação na estrutura para que a escola funcione no prédio. As readequações na estrutura estão sendo realizadas e a previsão de entrega é a segunda semana do mês de agosto. Com a entrega, o Ceja irá funcionar normalmente”, finaliza.

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