Estudante do AM é destaque em torneio internacional de robótica

Kathellen Sabrina dos Santos Lima, de 10 anos, será a única representante da América Latina em competição no Museu de Londres, na capital da Inglaterra

Manaus – Com uma ideia criativa e sustentável aliada à tecnologia, a estudante do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Itacyara Nogueira Pinho, Kathellen Sabrina dos Santos Lima, de 10 anos, conquistou uma das seis vagas da competição internacional ‘Micro:bit Global Challenge’, cuja premiação acontecerá no próximo dia 28, no Museu de Londres (Inglaterra). As informações são do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado e Educação e Qualidade do Ensino (Seduc).

Com o projeto ‘Boia:bit’, Kathellen tornou-se a única representante da América Latina e será premiada junto com outras crianças representantes da Europa, América do Norte, Ásia e Pacífico, Oriente Médio e África.

Para a estudante, a ideia do projeto é sensibilizar as pessoas sobre a preservação do meio ambiente (Foto: Cleudilon Passarinho/Divulgação)

O projeto desenvolvido pela estudante foi orientado pelo professor de robótica Tiago Cauassa, que desenvolveu projetos voluntários com crianças, através da empresa Arduino Manaus com a Positivo Tecnologia Educacional, para a utilização do ‘micro:bit’, um pequeno computador programável.

“Tudo começou quando a Microbit Foundation veio para o Brasil através da Positivo, que é quem representa a placa (micro:bit) aqui no Brasil, com o apoio do Centro de Referência em Inovação Tecnológica. Eles criaram um evento de lançamento dessa placa, no qual ganhei o primeiro lugar com minha equipe. Durante a premiação, nós recebemos uma doação e nos comprometemos a continuar a divulgar a placa, fazer projetos pra que a gente pudesse alcançar um número máximo de crianças, ensiná-las a programar”, explicou o professor.

A partir desses projetos, Cauassa conta que aceitou participar do desafio Micro:bit Global Challenge, lançado pela Fundação Microbit (Microbit Foundation).

“A Microbit Foundation, lá em Londres, lançou esse desafio no mundo todo. Qualquer criança, entre 8 a 12 anos, do mundo todo, poderia participar. Elas tinham que criar uma invenção usando a micro:bit para tentar solucionar alguns problemas que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, que são metas globais”, disse.

Depois de pesquisar a respeito dos projetos que poderiam ser desenvolvidos com base nas metas estabelecidas pela ONU, o professor abriu vagas para crianças que tivessem interesse em participar. Foram criados projetos na área da saúde e segurança.

“As crianças que decidiram o que elas iriam fazer. Desenvolvemos vários projetos. Seis foram finalizados depois de três semanas e enviados para Londres para serem avaliados. Conseguimos uma das seis vagas que tinham para o mundo todo”, contou Cauassa.

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