Exército é apartidário e militares são livres para escolher candidatos, diz comandante do CMA

O General de Exército César Augusto Nardi de Souza se posicionou sobre a ideia de ‘militar votar em militar’, durante entrevista na REDE DIÁRIO, nesta terça-feira

Manaus – O comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), General de Exército César Augusto Nardi de Souza, afirmou que o Exército Brasileiro é apolítico e tem como princípio ser apartidário, deixando os militares livres para escolherem seus candidatos diante das eleições. A afirmação foi dada durante entrevista ao programa ‘Diário da Manhã’, da RÁDIO DIÁRIO, da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), na manhã desta terça-feira (21).

O comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), General de Exército César Augusto Nardi de Souza (Foto: Sandro Pereira)

Questionado sobre ‘militar votar em militar’, o General de Exército foi enfático ao dizer que os próprios militares não podem ter filiação partidária e que todos são livres para fazerem as escolhas de seus representantes. “Assim como qualquer outro cidadão, os militares tem livre escolha dos candidatos. O Exército tem como princípio ser apolítico, enquanto instituição é apartidário”, enfatizou.

Sobre os ex-militares que utilizam dos discursos de princípios éticos e morais da instituição, o comandante do CMA explicou que os candidatos são livres para usá-los. “A maneira que somos formados, prezando sempre pelos valores éticos e morais, é uma bandeira que pode ser usada nessas campanha, mas que não é exclusividade dos militares”, disse.

Trabalho na fronteira

Com a crise que abateu o País vizinho, as áreas brasileiras que fazem fronteira com a Venezuela receberam maior atenção e reforço do Exército Brasileiro. Atualmente, cerca de 10 mil militares trabalham no controle das fronteiras, intensificando a fiscalização de contrabandos e narcotráficos na região, além da ‘Operação Acolhida’, que auxilia na entrada de imigrantes no Brasil.

“Atuamos, basicamente, na preparação dos abrigos e confecção de alimentos, além de auxiliar em grandes postos de saúde instalados nas fronteiras para atender venezuelanos que chegam doentes no país”, explicou o General de Exército.

Anúncio