Família de soldado morto com tiro no peito não aceita laudo do IML

Para o tio do militar morto, Valdionor Maciel, o laudo do IML não mostrou as agressões e hematomas, apresentando apenas a necropsia interna realizada pelo Instituto

Manaus – Família do soldado do 7º Batalhão de Polícia do Exército, Jhonata Corrêa Pantoja, 18, morto com um tiro no peito, no dia 3 de agosto, segue lutando para obter um laudo detalhado do Instituto Médico Legal (IML).

Para o tio do militar, Valdionor Maciel, o laudo do IML não mostrou as agressões e hematomas, apresentando apenas a necropsia interna realizada.

(Foto: Yago Frota/GDC)

“Eles não fizeram dos hematomas, escoriações, machucados na cabeça dele, tanto que aqui diz que não há lesões na cabeça. Como não? As imagens não negam, então, nós queremos um laudo detalhado, queremos que o IML conclua esse laudo, isso aqui não convence a família em nada”, explicou o tio.

A família descarta a possibilidade de suicídio e diz que o jovem sonhava em fazer parte do exército. Jhonata era natural de Borba (distante 151 quilômetros de Manaus) e queria trazer a família para morar em Manaus.

“Como que o Jhonata teria se suicidado? Se ele tinha um grande sonho para realizar, tinha os objetivos e a vontade de trazer a família dele de Borba para dá o melhor para mãe dele. Isso nós nunca vamos aceitar”, lamentou a tia Aline Grangeiro.

São inúmeras perguntas acompanhadas de muita dor e saudade. Familiares guardam na memória a última vez que o soldado saiu de casa, em direção ao do 7º Batalhão de Polícia do Exército, um dia antes do crime. No dia seguinte, já receberam a noticia da morte do jovem e prometem não para enquanto a causa da morte não for esclarecida.

“Queremos que esse crime não fique na impunidade e nem caia no esquecimento, sempre vamos repassar as informações para que a população amazonense e borbense fique sabendo que não vamos parar, nós estamos na luta em busca de justiça pelo soldado Jhonata”, afirmou Maciel.

“Ele estava muito feliz, que estava seguindo a carreira militar e todo dia ele chegava e falava, tio, estou subindo lá. Ele sempre foi trabalhador e era muito brincalhão. Ele foi assassinado brutalmente”, contou um outro tio, Rodrigo Pantoja.