Familiares de pacientes internados no HPS João Lúcio denunciam falta de ambulância e aparelho para tomografia

À REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), familiares relataram que chegam a pagar R$ 1,5 mil para que o paciente seja levado por uma UTI Móvel particular, para fazer o exame de tomografia em outros hospitais

Manaus – Familiares de pacientes internados no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio Machado, na zona leste de Manaus, denunciaram a falta de ambulância usada como Unidade de Terapia Intensiva Móvel (UTI Móvel), para conduzir pacientes para realizar exames em outras unidades de saúde na capital, e também a falta de aparelho para realização de exame de tomografia.  À REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC), familiares relataram que chegam a pagar R$ 1,5 mil para que o paciente seja levado por uma UTI Móvel particular, para fazer o exame de tomografia em outros hospitais.

Segundo os acompanhantes, funcionários do HPS João Lúcio confirmaram que a ambulância UTI Móvel da unidade de saúde está quebrada. (Foto: Reinaldo Okita)

Na noite desta segunda-feira (13), três familiares de pacientes internados na UTI 2 do HPS João Lúcio denunciaram o descaso a RDC, e contaram que foram acionados pelo hospital para comparecer com urgência à unidade de saúde, a fim de acompanhar os familiares na realização do exame, mas até às 20h não havia ambulância para levar os pacientes.

A dona de casa Elizângela Pantoja da Cruz, 43, disse que está com o filho, Vitor da Cruz Vasconcelos, 22, internado com uma bactéria no cérebro, desde o dia 1º deste mês, na UTI 2 do João Lúcio, e que na última quinta-feira (9) emprestou R$ 1,5 mil para pagar o transporte do filho, em uma UTI Móvel particular da empresa Amazon Resgate, para ser levado até o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, também na zona leste da cidade, para fazer um exame de tomografia.

Porém, a dona de casa contou que, no dia seguinte, a equipe médica solicitou outra tomografia para saber a situação do filho dela, após realizar uma cirurgia. “Eu fiquei cinco dias esperando a ambulância. Como ela não veio, fizemos uma cota e pagamos uma ambulância particular para levar ele. Foi R$ 1,5 mil. A gente tem o comprovante. Fizemos isso para poder levar o Vitor, porque não tinha mais condições; o médico falando o tempo todo que a gente tinha que se movimentar para fazer alguma coisa, porque eles só podem fazer algo com a tomografia em mãos, entendeu?”, disse.

A pastora Soraia Gomes de Brito disse que está com a mãe, a idosa Maria Raimunda Siqueira Gomes, 75,  internada, vítima de um derrame, desde o 26 de julho deste ano, e que na manhã desta segunda-feira recebeu uma ligação do hospital para ir acompanhar a mãe na realização de um exame de tomografia no Hospital Francisca Mendes, na zona norte da capital, mas até a noite desta segunda-feira, também permanecia no aguardo no HPS João Lúcio.

“Ligaram pela manhã dizendo para a pessoa vir, que vai ter que fazer a remoção dessa pessoa (mãe) para fazer um exame fora. E aí a pessoa passa o dia todinho esperando, com fome e sede, que a ambulância pegue a pessoa para fazer o exame. E fora que duas pessoas já morreram hoje a noite à espera da tal ambulância, que não tem para fazer a tomografia”, denunciou.

Segundo os acompanhantes, funcionários do HPS João Lúcio confirmaram que a ambulância UTI Móvel da unidade de saúde está quebrada, e que utilizam de forma cedida a UTI Móvel do Hospital e Pronto-socorro da Criança (Joãozinho), também na zona leste de Manaus.

A reportagem da RDC entrou em contato na noite desta segunda-feira com a Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), mas ainda aguarda resposta.