Familiares e amigos fazem protesto e pedem justiça por Luana Freire, em Manaus

Jovem foi assassinada a facadas pela cunhada em dezembro de 2018. O furto do dízimo de igreja seria a motivação do crime

Manaus – Familiares e amigos de Luana Freire de Souza realizaram uma manifestação para pedir justiça pela morte da jovem, que tinha 19 anos quando foi brutalmente assassinada com seis golpes de faca pela cunhada. O crime aconteceu na residência da vítima, por volta das 7h da manhã do dia 3 de dezembro de 2018, na rua C, no conjunto Ouro Verde, bairro Coroado 3, zona Leste de Manaus.

A mãe da vítima, Lucinete Freire, 47, foi quem organizou o evento para que o caso fosse relembrado pela população e autoridades, já que o julgamento da acusada pelo assassinato, Thais Rejane Barboza, 32, está marcado para o dia 2 de dezembro deste ano.

“Isso para mim é uma injustiça muito grande, porque era alguém que morava com a gente, era alguém que comia junto com a gente, alguém que dormia junto com a gente, alguém que era da família, pelo menos eu achava que era da família. Isso para mim é muito difícil de superar, eu não consigo entender, eu gostaria de entender o motivo pelo qual ela fez isso, porque eu acho que nenhum motivo é motivo suficiente para tirar a vida de uma pessoa”, disse Lucinete emocionada.

A manifestação contou com a colaboração de membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que se concentraram em frente à residência da família de Luana e seguiram até a unidade cristã, na rua Perimetral, onde a vítima frequentava com a família. A jovem sonhava em ser modelo e pretendia cursar psicologia.

A família da vítima teme que a acusada pelo assassinato da jovem responda pelo crime em liberdade por ser ré primária. Thais tem uma filha de apenas 3 anos de idade com o irmão de Luana, e ele também tem lutado pela guarda da criança.

“Ela destruiu os sonhos da minha filha, ela acabou com a minha vida. A minha vida não tem mais sentido sem a minha filha, porque ela era a minha companheira, ela era a minha amiga, era aminha parceira. A minha filha sabia até o que eu pensava. Eu quero justiça”, ressaltou a mãe.

A manifestação encerrou em frente à residência da família de Luana, com orações e pedidos por justiça. O protesto movimentou os moradores do bairro e contou com a presença de pelo quase 50 pessoas.

Motivação do crime

Conforme a ocorrência registrada na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, Thais era companheira do irmão de Luana e, no dia do crime, ela relatou que arquitetou o plano de furtar o valor de R$ 7,5 mil referente ao dízimo da igreja em que a sogra guardava, por ser tesoureira da unidade cristã.

Thais contou que havia deixado a porta da casa aberta para que um homem, chamado “Wills”, entrasse e levasse o dinheiro, mas que desse um “susto” em Luana caso ela tentasse impedir o furto e estava na residência.

Ela ainda contou à polícia que foi “Wills” quem desferiu os seis golpes de faca na jovem, mas este homem nunca foi encontrado ou identificado pela polícia porquê Thais não soube fornecer informações sobre as características dele.

Os investigadores da DEHS encontraram todo o dinheiro furtado dentro de uma lixeira próxima à residência, o que trouxe mais insegurança no relato da acusada que foi autuada em flagrante por homicídio qualificado, e levada para Audiência de Custódia no Fórum Henoch da Silva Reis, localizado no bairro São Francisco, zona sul da capital.

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