Familiares se despedem de jovem assassinada na Holanda e pedem justiça, em Manaus

Cerimônia de despedida da adolescente Alice Albuquerque aconteceu, durante a manhã deste domingo (23), na funerária Canaã

Manaus – A cerimônia de despedida da adolescente Alice Albuquerque, aconteceu durante a manhã deste domingo (23), na funerária Canaã, na rua Major Gabriel, no bairro centro, na zona sul de Manaus. A jovem foi assassinada há 10 dias, por uma amiga, em Rottermam, na Holanda, onde morava. O corpo da adolescente será sepultado ainda neste domingo (23), às 16h, no Cemitério São João Batista, na Avenida Álvaro Maia, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus.

Familiares e amigos de Alice estiveram presentes no local para se despedir da jovem. Em entrevista à reportagem do Grupo Diário de Comunicação (GDC), a mãe da adolescente, Érica Albuquerque, afirmou emocionada que a menina era muito meiga, carinhosa e amiga de todos. “Não tem uma pessoa que não tenha lembrança ruim da minha filha, só lembranças lindas, nos momentos em que ela passou do lado de cada um. Cada pessoa que me manda mensagem sempre elogia e fala bem da minha filha”, disse Érica.

Familiares e amigos de Alice estiveram presentes no local para se despedir da jovem (Fotos: Thiago Modesto)

Segundo a mãe, Alice ia cursar o 3º ano do ensino médio, em uma escola na Holanda, e ao terminar o ano letivo ela pretendia cursar direito, a jovem, também gostava de praticar esportes. “Ela era uma menina muito estudiosa, sempre se superava na escola, adorava lutar, era campeã de natação e ultimamente ela estava fazendo boxe, ela adorava. Ela queria estudar direito no futuro, já ia se formar aos 16 anos,” relata Érica Albuquerque.

Joelma Pessoa, uma pessoa muito próxima da família de Alice relatou que a mãe da adolescente não aprovava a amizade dela com a menina que a assassinou, por ela ser uma pessoa má que queria pôr a filha contra a mãe “Essa menina conseguiu, em algumas vezes, deixar a Alice contra a própria mãe. Era uma inveja, era uma maldade, ela queria porque queria sempre a Alice perto dela e falava mal da mãe. Isso a gente questionou várias vezes nas instâncias, mas eles não deram ouvidos e a Érica sentiu desde o primeiro momento que não eram pessoas do bem, ela lutou por nada”, afirmou a amiga da família.

Segundo Joelma, a adolescente já estaria em um processo de desapego dessa amizade, porque ela estava mais próxima da família, mas ainda recebia chantagens dessa amiga, por isso voltava a manter contato. “Na minha opinião, essa menina já estava maquinando a morte da Alice, porque ela queria afetar a Érica de alguma forma, porque essa menina e a mãe dela odiavam a mãe da Alice sem nem mesmo a conhecer, uma coisa bem demoníaca”, relatou.

O tio de Alice, Edvan Albuquerque, informou a assassina da sobrinha ficará presa por um curto período. Segundo ele, o sistema prisional para adolescentes que cometem crimes de homicídio na Holanda só ficam presos pelo período máximo de até dois anos. “As pessoas que são menores de idade lá e que ficam presas, depois desse tempo, quando saem da cadeia já estão com a vida estruturada. Eles trabalham, formam a sua vida lá dentro da prisão e depois que saem vivem uma vida normal e no caso só a minha sobrinha que perdeu a vida e a nossa família está destruída” disse Albuquerque.

De acordo com o tio, a família não consegue dormir e nem comer há dias, inconformados com o crime e a injustiça que resultou na morte da jovem. A mãe de Alice junto a família se despedem do corpo da adolescente, mas pedem por justiça aos órgãos brasileiros e ao Ministério das Relações Exteriores.

“O meu único desejo é justiça que façam justiça digna, que não deixem esse caso ficar impune, que essa menina não fique só dois anos na prisão, que os órgãos brasileiros me ajudem, o Itamaraty e todo mundo. Eu levei a minha filha para a Holanda para ter a melhor educação e viver em segurança, mas acabei perdendo ela da forma mais trágica, eu não me conformo com isso”, finaliza a mãe da vítima.

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