Força-tarefa avalia ação a venezuelanos refugiados

Exército planeja aplicar a mesma experiência adquirida em Roraima, em Manaus, com uma força-tarefa envolvendo diversos órgãos das esferas municipal, estadual e federal para aos refugiados

Manaus – Em reunião na sede da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), localizada na Avenida Airão, no Centro de Manaus, o coordenador operacional da Força-Tarefa Logística Humanitária, general de brigada Eduardo Pazuello, discutiu o alinhamento da operação Acolhida, do Ministério da Defesa, ao trabalho da Prefeitura de Manaus com os refugiados venezuelanos.

As tratativas tiveram início na noite da última segunda-feira (20), ocasião em que o prefeito Arthur Virgílio Neto recebeu o general no Palácio Rio Branco, Centro.

Exército e Prefeitura iniciaram conversas para alinhar ações (Foto: Altemar Alcântara/Semcom)

A operação Acolhida vem conduzindo o regramento da fronteira, o acolhimento e a interiorização de venezuelanos. Durante a reunião, o general Eduardo Pazuello explicou que a conversa aprofunda o detalhamento e o que será a operação Acolhida, em Manaus. Segundo ele, o Exército brasileiro planeja aplicar a mesma experiência adquirida na operação com os refugiados realizada, em Roraima.

“Estamos só no início, pois é assim que começamos. O controle da ansiedade é necessário, porque vamos precisar executar o planejamento para que seja autorizada a viabilização de recursos, contratações, entre outros. Isso não é imediato, pois requer todo esse trabalho. Estamos no caminho certo, traçando soluções juntos para começar a ter soluções nos próximos 40 dias”, frisou Pazuello.

Também participaram das discussões, representantes das secretarias municipais de Saúde (Semsa), Parceria e Projetos Estratégicos (Semppe) e Casa Militar, além do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a instituição Fraternidade Sem Fronteiras (FSF).

A proposta do Exército Brasileiro, segundo o general Pazuello, é que haja um posto de triagem intitulado subcomitê, o mesmo utilizado em Roraima com a presença de vários órgãos envolvidos na operação Acolhida, oferecendo serviços de saúde, emissão de documentação entre outros.

“Para cada especificidade da resposta, existem alguns órgãos e organizações que fazem parte dessa demanda, que é necessária para compor um subcomitê focado para o ordenamento da parte documental, triagem, abrigamento, resposta indígena, ou seja, para cada tipo de resposta, há um grupo especializado de pessoas”, explicou o general Pazuello.

A operação já contabiliza ao menos 6,2 mil venezuelanos interiorizados em mais de 15 Estados brasileiros.