Clientes de empresa de formatura registram mais um B.O: ‘eles têm que devolver nosso dinheiro’

Os formandos que dizem ter sido enganados registraram um B.O na Delegacia Especializada em Proteção ao Consumidor, nesta quinta-feira (17), por quebra de contrato

Manaus – Formandos que dizem ter sido enganados pela empresa Carlitos Formaturas informaram que registraram um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Especializada em Proteção ao Consumidor (Decon), na manhã desta quinta-feira (17), alegando quebra de contrato. O processo criminal sobre estelionato foi arquivado, segundo informações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Já o processo civil segue em andamento na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Empresa Carlitos Formaturas foi encontrada saqueada e caso foi arquivado. (Foto: Divulgação)

As turmas de formandos, representadas por suas respectivas comissões, encontraram a Carlitos Formatura, na Rua Carlos Lacerda, bairro Adrianópolis, zona centro-sul da cidade, saqueada, na manhã do dia 16 de Abril. A empresa, que segundo os formandos pertence a Diogo Aguilar e Rodrigo Aguilar e tinha sido contratada pelos alunos para serviços de formatura, havia pedido aos universitários para que as festas fossem adiadas, alegando dificuldades financeiras.

Segundo a PC-AM, o juiz responsável pelo processo criminal alegou que não se tratava de crime de estelionato e sim de procedimento cível referente à quebra de contrato. O órgão disse ainda que conforme parecer do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), durante depoimento os donos da empresa informaram que devido à má administração, inadimplência, empréstimos bancários, captação de recursos com agiotas, a empresa se deparou com dificuldades financeiras severas.

A formanda Waldemara de Souza Vasconcelos, 39, aluna do curso de Farmácia, explica que não concorda com a decisão da Justiça e entrou com um novo Boletim de Ocorrência (BO). “Que justiça é a nossa? Como que eles dizem que não tem provas? Está sendo muito desgastante para nós, mas vamos levar a diante, vamos continuar correndo atrás dos nossos direitos”, disse.

Já o formando do curso de Engenharia Civil, Ericson Costa Araújo, 33, relata que existem provas que mostram que o ocorrido foi um golpe. “ Tínhamos um contrato, esse contrato não foi cumprido e eles têm que devolver o nosso dinheiro. Eles sabiam que a empresa ia quebrar e continuaram vendendo pacotes de bailes. Existem provas sim”, explicou.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) informou por meio da assessoria de comunicação, que o inquérito foi arquivado, pois o fato é atípico, de autoria desconhecida e não há prova razoável do fato ou de sua autoria do crime. De acordo com o defensor público, Carlos Alberto, o processo civil segue em andamento na Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

“Não vamos desistir enquanto não buscarmos uma resposta, precisamos descobrir onde a empresa tem recursos. Estamos ouvindo o máximo de pessoas possíveis para ver o que podemos fazer para buscar o ressarcimento”, disse.