FVS-AM realiza programação especial alusiva ao Dia Mundial de Combate à Malária

O evento será às 9h na sede do governo, e contará com a presença dos secretários municipais de saúde dos 18 municípios prioritários que, juntos, são responsáveis por 80% dos casos de malária registados no Estado

Manaus – Para fortalecer o compromisso de gestão para o enfrentamento da malária 2019-2021, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) realiza, nesta quarta-feira (24), a Reunião de Pactuação para a Assinatura do Termo de Compromisso de Gestão. O evento será às 9h na sede do governo, e contará com a presença dos secretários municipais de saúde dos 18 municípios prioritários que, juntos, são responsáveis por 80% dos casos de malária registados no Estado.

A ação faz parte da programação do 4º Seminário Estadual Alusivo ao Dia Mundial de Luta contra a Malária, que será na quinta-feira (25), no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), situada na Avenida Pedro Teixeira, s/nº, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste da capital.

O dia 25 de abril foi instituído como o Dia Mundial de Luta contra a Malária (Foto: Divulgação/Inpa)

O seminário será realizado das 8h30 às 17h, e reunirá especialistas do Brasil e do Estado para compartilhar experiências exitosas, no dia 25 de abril, data em que marca o Dia Mundial de Luta contra a Malária, instituído pela Assembleia Mundial da Saúde em 2007, com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da malária.

Para a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, a malária permanece como um grande problema de saúde pública a ser enfrentada pelo Brasil e Amazonas. “É um tema que deve ser priorizado nas pautas políticas, pois, hoje, é a doença mais notificada no Estado, somente em 2018, foram 73.362 casos da doença”, salientou.

De acordo com o diretor técnico da FVS, Cristiano Fernandes, a malária não deixa de ser prioridade no órgão. “O Governo, por meio da FVS, realiza investimento de forma programada anualmente junto aos municípios, através de abastecimento por meio de insumos estratégicos, treinamentos e equipamento para o combate à endemia”, acrescentou.

O chefe de Departamento de Vigilância Ambiental da FVS, Elder Figueira, esclareceu que o controle da endemia precisa ser contínuo e diferenciado. “A FVS mantém a maior rede maior rede de laboratórios de malária do Brasil, ao todo, contamos com mais de 1.033 postos laboratoriais, com microscopistas treinados pelo o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS), o que permite o diagnostico tratamento precoce de doenças.

Programação

Na quarta edição, o  Seminário terá temas como: ‘Pré-teste: Situação da Malária nos Municípios’, ‘Situação Epidemiológica da Malária no Amazonas’, ‘Desafios da Atenção Básicas nas Ações de Vigilância, Prevenção e Controle da Malária no Amazonas’, ‘Grupo de Trabalho – Elaboração do Procedimento Operacional Padrão das Ações de Controle da Malária na Atenção Básica’, ‘Estratégias para Eliminação da Malária nas Américas: Avanços e Desafios’, ‘Município – Estratégias de Enfrentamento para o controle da Malária em Ipixuna’, ‘Lançamento do Novo Guia para o Tratamento da Malária’, ‘Perspectivas e Resultados Preliminares do Instituto Elimina – Avanços Científicos no Controle da Malária’, entre outros.

A programação também contará com sessão solene de homenagem aos profissionais de saúde que contribuem para o controle da malária no Amazonas, a apresentação musical do Forró da Malária e a premiação do Concurso de Fotografia de Ações de Controle e a distribuição da 2ª edição do Boletim Informativo ‘O Carapanã’.

Na sexta-feira (26), a FVS-AM fará exposição de material educativo e de controle de endemias, no Shopping Via Norte, zona oeste da cidade, que apresenta elevados números de casos da doença.

Série Histórica da Malária

Durante os anos de 2015 e 2016, o Amazonas registrou o menor número de casos das doenças dos últimos vinte anos. Em 2015 foram registrados 74.309 casos contra 49.928 casos em 2016, o que representou uma redução de 32% com cerca de 24.381 casos a menos no mesmo período.

Em 2017, ocorreu um retrocesso no quadro epidemiológico do Estado, com o aumento do número de casos em aproximadamente 65% quando comparado entre 2016 e 2017, que fechou o ano com 82.600 casos.

A explosão de casos teve multifatores entre elas a descontinuidade dos serviços com intensa rotatividade de profissionais nos municípios e, sobretudo,  pelo descontrole da malária na Venezuela, que afetou a população indígena imigrante do Alto Rio Negro, resultando no crescente números de casos naquela região e a necessidade  do Decreto de Emergência para o enfrentamento da Malária nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Izabel do Rio Negro para intervenção do Estado, fechando o ano com 73.362 casos da doença, com  9.238 casos a menos que 2017.

Após intensas mobilizações dos programas municipais sob a orientação da FVS-AM, no primeiro trimestre de 2019 foram registrados 11.358 casos de malária no Amazonas. Até o momento, o Amazonas está com redução 42,36% quando comparado no mesmo período de 2018, que registrou 19.704 casos.

Na região do Alto Rio Negro, a redução foi de 2.953 (39,87%), sendo que apenas o município de Barcelos apresenta aumento de 2,15%, enquanto Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira apresentam redução de 30,81% e 56,02%, respectivamente. Vale salientar que o aumento de casos em Barcelos concentra-se basicamente na área indígena yanomami, cujas ações de controle estão sob a responsabilidade do Distrito Sanitário Indígena Yanomami – DSEI-Yanomami, sediado em Boa Vista-RR.

Prioritários

Cerca de 80% dos casos de malária no Amazonas são oriundos de 18 municípios. Até março de 2019 foram registrados  11.358 casos da doença que são oriundos de: São Gabriel da Cachoeira com 2.053 casos (22,4%), Barcelos com 1.567 casos (17,1%), Manaus com 1.368 casos (14,9%), Santa Isabel do Rio Negro com 833 casos (9,1%), Coari com 471 casos (5,1%), Lábrea com 471 (5,1%), Tefé com 409 casos (4,7%), Presidente Figueiredo com 326 casos (3,5%), Humaitá com 274 casos (3%), Carauari com 255 casos (2,7%), Guajará com 222 casos (2,4%), Ipixuna com 221 casos (2,4%), Tapauá com 199 casos (2,1%),  Atalaia do Norte com 199 casos (2,1%), Rio Preto da Eva com 149 casos (1,6%), Alvarães  79 casos (0,86%),  Itacoatiara com 35 casos (0,3%) e Tabatinga com 13 casos (0,1%).

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