Governo e Ministério da Saúde viabilizam transplante de rim no AM

O Estado chegou realizar transplantes de rim, no entanto, o serviço foi interrompido em 2017. A previsão de início dos transplantes é o segundo semestre deste ano

Manaus – O Governo do Amazonas e o Ministério da Saúde assinaram, nesta segunda-feira (6), o termo de adesão para implantação do Programa de Transplante de Rim no Estado. Em uma primeira fase, os profissionais serão capacitados para atuarem no serviço que será implantado no Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte (HPS Zona Norte) Delphina Aziz. A previsão de início dos transplantes é o segundo semestre deste ano.

O secretário de estado de Saúde, Rodrigo Tobias, afirmou que a assinatura do termo é mais um passo na consolidação do HPS da Zona Norte (Foto: Cláudio Heitor/Secom)

A cerimônia de assinatura do termo ocorreu, durante o Simpósio de Implantação do Programa de Transplante Renal no Estado, no auditório do HPS Zona Norte, e contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde e do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), de São Paulo, que ficará responsável pela capacitação dos profissionais locais.

O secretário de estado de Saúde, Rodrigo Tobias, afirmou que a assinatura do termo é mais um passo na consolidação do HPS da Zona Norte como referência no Amazonas. “Hoje iniciamos uma primeira etapa de parceria entre Governo do Amazonas, Ministério da Saúde e Hospital Albert Einstein, no sentido de qualificar a nossa atenção quaternária em Saúde. Ou seja, não é atenção básica, mas a mais especializada da atenção especializada. A intenção é que, com esse sistema, a gente retome, depois de dois anos, os transplantes no Estado, e possa reduzir também investimentos em tratamentos fora do domicílio, ofertando um serviço de qualidade para a população do Amazonas”, disse Tobias.

O Amazonas chegou realizar transplantes de rim, no entanto, o serviço foi interrompido em 2017. Até aquele ano, foram realizados 400 transplantes. Hoje é feito apenas o transplante de córnea na rede estadual; os demais tipos são realizados via programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A coordenadora Estadual de Transplantes, Leny Passos, afirmou que a implantação do programa irá reduzir o custo com TFD. Ano passado, foram gastos pelo estado R$ 27,4 milhões com passagem aérea e ajuda de custo com pacientes de TFD.