Homenagens e orações marcam Dia de Finados, em Manaus

Cerca de 300 mil pessoas foram ao cemitério São João Batista, na manhã desta sexta-feira, e mais de 500 mil visitaram o cemitério Parque Manaus, conhecido como Tarumã

Manaus – Com homenagens, orações e demonstrações de saudade aos entes queridos, cerca de 300 mil pessoas foram ao cemitério São João Batista, no bairro Nossa Sra. das Graças, e mais de 500 mil visitaram o cemitério Parque Manaus, conhecido como Tarumã, no bairro Tarumã. A estimativa de público foi divulgada pela administração de cada cemitério, nesta sexta feira (2), Dia de Finados.

Homenagens e orações marcam Dia de Finados, em Manaus (Foto: Sandro Pereira)

Emocionado, o administrador Luiz Oliveira, 35, disse que o momento é de reconciliação com quem se foi e deixou saudades. A assistente social Maria José dos Santos, 59, contou que participou de uma missa realizada no cemitério São João Batista e fez orações pelas almas das pessoas que estão, segundo ela, no descanso eterno.

“É um momento de reconciliação, na verdade. A gente não teve oportunidade de fazer homenagens e falar em vida e estamos aproveitando para vir e fazer essa homenagem e salvar a memória dos nossos entes queridos”, disse.

“Eu vim pedir perdão pelos pecados dos meus entes queridos e dos pecados do mundo todo. Eu vim pedir para que Deus coloque essas almas que estão descansando debaixo da sua proteção e mão poderosa”, afirmou.

A assistente destacou que o momento também é reflexão sobre a vida.

A contadora Vanderleia Azevedo (Foto: Sigrid Avelino)

Tarumã

Em visita ao túmulo do pai, que morreu em 2002, e da mãe, que faleceu em 2008, a contadora Vanderleia Azevedo, afirmou que todo ano vai ao cemitério do Parque Manaus, conhecido como Cemitério do Tarumã, prestar homenagens.

“Parece que eles se foram ‘ontem’. É um sentimento muito intenso, pois, eles são importantes pra vida toda. É um momento de muita emoção. Conforta um pouco o coração vindo aqui”, disse a contadora, acompanhada dos seus irmãos.

O motorista e poeta Vandeclin de Souza afirmou que foi ao cemitério homenagear os entes queridos que, de acordo com ele, foram para o plano espiritual. “É agradável homenagear pessoas que tanto fizeram em vida. Perde mãe, irmã, amigos e cunhado. É um mistério entre a vida e a morte. Não podemos desvendar, mas devemos viver cada momento como se fosse o último e fazer o bem”, declarou.

A autônoma Emedina Matos foi às lágrimas ao lembrar dos entes queridos. “Eles foram há tantos anos, mas parece que foi agora. A gente lembra todo tempo, mas não pode chorar todo dia”, afirmou.

Ela disse, ainda, que passa 12 horas ao lado do túmulo do pai e sempre leva o santo ao qual ele era devoto. “Sempre trago o Divino Espírito Santo e passo o dia com ele como forma de homenagear”, concluiu.

Ação dos Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas acompanhou a movimentação em sete cemitérios da capital com ações preventivas para evitar acidentes com fogo.

De acordo com o tenente Hamilton Pinheiro, as pessoas que ainda pretendem ir aos cemitérios no sábado devem ficar atentas a medidas de segurança. “É necessário um cuidado com a roupa que for usar para vir acender as velas para os familiares. Roupas longas e espalhadas são fáceis para pegar fogo. Sempre é bom ter atenção no local onde for acender as velas para não escorregar e cair no fogo, provocando um acidente”, explicou.

A autônoma Emedina Matos foi às lágrimas ao lembrar dos entes queridos (Foto: Sigrid Avelino)

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