Impasse mantém greve e apenas 30% dos ônibus circulam até segunda, em Manaus

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, está percorrendo as garagens e levando as propostas oferecida pelas empresas de ônibus aos trabalhadores, em reunião com o Ministério Público do Trabalho (MPT)

Manaus – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviarios (STTR), Givancir Oliveira, está percorrendo as garagens das empresas de ônibus para que os trabalhadores votem, em assembleia, o reajuste salarial de 5,25% oferecido para a categoria, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), na tarde desta sexta-feira (1º).

Reajuste salarial oferecido para a categoria, pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), foi de 5,25%. (Foto: Eraldo Lopes)

Cerca de 1.800 funcionários da Via Verde, e 650 da São Pedro, recusaram a proposta, e seguem em greve. Os rodoviários estão a caminho da Vegas Transportes, no Tarumã, zona oeste da capital.

De acordo com Givancir, durante tentativa de acordo no Ministério Público do Trabalho (MPT), o Sinetram ofereceu 1,5% de reajuste para este ano, e mais 3,5%, do ano passado, o que totalizou 5,25%. Porém, os trabalhadores perderiam o direito de receber o retroativo de 2017.

Givancir está percorrendo as garagens e levando as propostas aos trabalhadores, além de comunicar, que se aceitarem, os proprietários das nove empresas de ônibus de Manaus podem demitir até 40% dos funcionários. Hoje são quatro mil empregados, segundo levantamento do SRTT.

“Eles querem dar 1,5% mais 3,5% que nós já ganhamos, e mesmo assim a categoria aceitou. O que nós não aceitamos é deixar o controle do Sinetram contratar horistas parcial, intermitente, porque isso aí é mão de obra barata. Não tem cesta básica, não tem plano de saúde, não tem refeição”, disse. Ainda segundo Givancir, a greve segue até segunda-feira (4), com 70% da frota paralisada e 30% trafegando.

Às 8h30, também de segunda-feira, os rodoviários estão convocando motoristas e cobradores para irem para a Câmara Municipal de Manaus exigir uma Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI), do transporte público de Manaus.

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