Indígenas Warao serão realocados

A mudança foi acertada entre a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e coordenadores da operação Acolhida. Ação atende, hoje, mais de 170 venezuelanos

Manaus – Quatro famílias de indígenas venezuelanos da etnia Warao, abrigadas em tendas localizadas no entorno do terminal rodoviário, na zona centro-sul, serão transferidas para os espaços de acolhimento gerenciados pela Prefeitura de Manaus, no bairro Tarumã, Oeste. A mudança foi acertada durante reunião ocorrida nesta quarta-feira (3), entre a titular da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Jane Mara Moraes, e coordenadores da operação Acolhida. Atualmente, 108 indígenas Warao vivem em dois abrigos municipais.

“Nós vamos iniciar a articulação para acolher os indígenas Warao, que estão nas tendas da operação Acolhida, oferecendo todo o suporte e apoio que a Prefeitura de Manaus vem dando a essas pessoas. Mais uma vez a operação Acolhida vem fortalecer esse processo de atendimento e de acolhimento que estamos realizando”, afirmou Jane Mara.

Edilza Sanchez, 27, e grupo de familiares que foram realocadas em Manaus (Foto: ACNUR/ Felipe Irnaldo)

De acordo com informações dos coordenadores, a operação Acolhida atende, hoje, mais de 170 venezuelanos, entre indígenas e não indígenas.

“Essa área da rodoviária, por mais que a gente ofereça toda a estrutura, é um espaço muito complexo, que não oferece as melhores condições para atender essas famílias. Acompanhando o trabalho que a prefeitura realiza com essa população indígena, nós vimos buscar e oferecer apoio para que juntos possamos dar uma alternativa para essas pessoas”, afirmou o coronel do Exército, Arnaldo Bezerra, comandante da base da operação Acolhida em Manaus.

Até julho de 2020, 158 indígenas que estavam acomodados em espaços provisórios erguidos durante a pandemia de Covid-19 já haviam sido realocados para um abrigo vizinho.

À época, apoiaram a ação a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Além disso, também estiveram na ação instituições da sociedade civil, como Instituto Mana, ADRA e Aldeias Infantis SOS Brasil, além da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Desde o início do fluxo de deslocamento de venezuelanos na América Latina, que se intensificou em 2017, mais de 5,1 milhões de pessoas haviam deixado o seu país. Cerca de 264 mil solicitaram a regularização migratória no Brasil, segundo dados do governo federal de junho. Recentemente, 46 mil pessoas foram reconhecidas como refugiadas pelo Governo Brasileiro. Quanto à residência temporária, são mais de 129 mil venezuelanos que fizeram a solicitação.

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