Índios repudiam presença de não indígenas que dificultam recursos para aldeias

Os conselheiros oficiais dos locais de base dos 23 municípios aguardam, após a reunião, uma resposta definitiva do Ministério da Saúde

Manaus – Cerca de 90 indígenas aldeados de 23 municípios se reuniram, na manhã desta quinta-feira (15), para reivindicar os seus direitos quanto à saúde. A reunião aconteceu no auditório do prédio da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde do Amazonas, localizado na avenida Djalma Batista, bairro Chapada, zona centro-sul da cidade.

(Foto: Ceyla Monick / GDC)

De acordo com o Conselheiro local de base, Pedro Santa Rita, os indígenas repudiam o que está acontecendo nas abrangências do Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (DSEI – Manaus), em que os envolvidos de base se fazem presentes para desenvolver novas estratégias de trabalho, para que este não seja obstruído por grupos que não fazem parte do conselho.

“Essa reunião é para que possamos nos organizar, e dizer para toda a população indígena do Dsei-Manaus que nós estamos ativos, que o Conselho de Saúde Indígena de base também está ativo e que luta por cada indivíduo que aguarda pela resposta dessa reunião” ressaltou Pedro.

O DSEI – Manaus foi criado para suprir as necessidades de base indígena, no sentido de auxiliar nas questões sanitárias e dar direitos à cidadania às etnias aldeadas. Os conselheiros legítimos de base que estiveram presentes reivindicaram, também, a invasão de um grupo, de aproximadamente 32 pessoas, que invadiu os fundos da área externa do prédio da Superintendência, no intuito de eleger um novo coordenador.

“Existem indígenas que estão aqui hoje que esteve naquela manifestação lá embaixo, mas realmente não são da base e que já mora aqui em Manaus, então nós que somos os verdadeiros indígenas, que viemos da base discutir os nossos problemas que estão acontecendo lá, não para indicar coordenadores e sim para discutir e levar uma solução para a nossa base hoje”, disse o conselheiro de base, Jonas Mura.

Os fundos do prédio da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde do Amazonas está inacessível, sendo ocupado por este grupo de pessoas que se julgam indígenas, a maioria não reconhecida, eles protestam para eleger um novo conselheiro de base que não é reconhecido como indígena de qualquer etnia.

Os recursos da Superintendência que são utilizados nos polos de distribuição para as aldeias são impedidos de chegar ao prédio por conta da manifestação que sofre com os ataques desde a chegada do grupo. Os conselheiros oficiais dos locais de base dos 23 municípios aguardam, após a reunião, uma resposta definitiva do Ministério da Saúde para que ambas as questões vivenciadas sejam solucionadas.

Anúncio