‘João Branco’ e outros três réus optam por ficar em silêncio durante julgamento

No momento específico para os réus serem ouvidos, eles preferiram não falar. Os quatro são julgados pela morte do delegado Oscar Cardoso Filho, ocorrida em 2014

Manaus – Após a fase em que as testemunhas são ouvidas, durante o julgamento do caso do delegado Oscar Cardoso Filho, morto em 2014, os reús João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, Marcos Roberto Miranda da Silva, o ‘Marcos Pará’, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré optaram por não falar, no momento específico para isso. O julgamento teve início, na manhã desta sexta-feira (13), no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona sul de Manaus.

’João Branco’ participa da sessão por videoconferência. (Foto: Jair Araújo/ Arquivo DA)

Após as declarações dos réus, o julgamento segue para a fase de debates e a previsão do presidente do júri, o juiz de Direito Rafael Cró, é que o julgamento siga até a madrugada deste sábado (14). No início da noite desta sexta-feira (13), os promotores Laís Freitas e Edinaldo Medeiros, do Ministério Público, começam a fase de debates contra os acusados.

Conforme o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), 55 policiais estão no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona centro-sul, por ocasião do julgamento, incluindo policiais militares, entre homens da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), além de seis agentes da Polícia Federal (PF) que trouxeram ‘Marcos Pará’ de presídio federal de de Mossoró, no Rio Grande de Norte.

Esta é a sexta tentativa de realizar o julgamento dos réus do caso do delegado Oscar Cardoso. Em agosto do ano passado, segundo Medeiros, o julgamento estava no segundo dia, mas foi suspenso após abandono da defesa dos réus. “Nós fizemos todo o processo, mas a defesa abandonou o plenário inesperadamente, injustificadamente. Por isso, foram multados. Esperamos que a gente possa concluir o julgamento como deve ser feito como a sociedade espera”, segundo informou o promotor do Ministério Público (MP), Edinaldo Medeiros, que atua no julgamento.

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O presidente do júri, o juiz de Direito Rafael Cró (Foto: Reinaldo Okita)

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