Justiça do AM analisa pedido para revogar prisão preventiva de Sotero

Ele já havia entrado com pedido de Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). Gustavo Sotero foi preso após efetuar disparos que resultaram na morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35

Manaus – A defesa do delegado de polícia Gustavo Sotero, 41, entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva ou substituição da custódia preventiva por medidas cautelares alternativas à prisão. A defesa do delegado fez a solicitação na última terça-feira (20) e o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) analisa o pedido.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) analisa o pedido. (Foto: Reprodução)

Em nota, a defesa do delegado informou que ingressou com o pedido de revogação da prisão preventiva de Sotero “a partir da decisão dos Tribunais Superiores de que é necessária uma nova provocação do juízo de primeiro grau”.

Conforme o pedido, Sotero está preso cautelarmente desde 25 de novembro de 2017 e a audiência de instrução e julgamento do caso está marcada para 14 de junho de 2018. Para a defesa, se o delegado for mantido preso até a audiência, serão sete meses de custódia desnecessários.

O pedido ocorre após a defesa de Sotero entrar com pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), conforme publicado pela REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC) no último dia 20.

Antes de ingressar na maior instância do judiciário brasileiro, a defesa de Sotero tinha entrado do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), pedindo a revogação da prisão preventiva, decretada em novembro. A informação foi revelada pela assistente de acusação no caso, Catharina Estrella.

Segundo ela, como a defesa nunca ingressou com o pedido junto à Corte do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM), o pedido foi indeferido no STJ. A entrada no Supremo criou, conforme a advogada, “uma supressão de instância” – irregularidade em que a instância superior julga matéria não analisada pela instância inferior.

Sotero foi preso após efetuar disparos que resultaram na morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, em uma casa noturna, zona oeste de Manaus, em novembro de 2017.

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