Justiça mantém ‘João Branco’ no Paraná

Prazo de permanência de João Pinto Carioca em Catanduvas havia expirado em 17 de fevereiro, mas foi prorrogado até o dia 9 de maio. Nesta semana, ele será julgado no Amazonas

Manaus – Um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, e um dos integrantes da organização, Zaqueu da Mota Aragão, vão permanecer em presídios federais até o início do próximo mês de maio. A decisão foi publicada, nesta segunda-feira (9), no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 1ª Região.

A decisão foi publicada, nesta segunda-feira (9), no Diário Eletrônico da Justiça Federal da 1ª Região. (Foto: Arquivo DA/Jair Araújo)

Conforme a decisão da 2ª Vara Federal do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), João Pinto Carioca permanece, por mais 30 dias, no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, até o próximo dia 9 de maio.

O prazo de permanência de João Pinto Carioca em Catanduvas havia expirado em 17 de fevereiro. A permanência dele já havia sido renovada em fevereiro de 2017 por 360 dias, sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A decisão da 2ª Vara Federal do TRF1 foi emitida após manifestação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Ministério Público Federal (MPF) e da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) que opinaram pela permanência do líder da FDN no presídio federal.

João Pinto Carioca foi preso na operação ‘La Muralla’ da Polícia Federal e é apontado como uma das principais lideranças da FDN, sendo integrante do conselho da organização criminosa e abaixo, hierarquicamente, apenas de José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto’, e Gelson Lima Carnaúba.

Assinada pelo juiz federal Leonardo de Miranda, a decisão do TRF1 cita os autos da operação La Muralla, mencionando que ‘João Branco’ e os demais integrantes do ‘Conselho da FDN’ operavam de dentro do presídio “um verdadeiro Tribunal do Crime no Estado do Amazonas”, com acesso a celulares.

A 2ª Vara do TRF1 apontou que ‘João Branco’ deve permanecer afastado dos presídios estaduais para a manutenção da ordem das unidades prisionais. “A permanência do acusado longe das penitenciárias estaduais constitui medida importantíssima para a desarticulação da estrutura criminosa, pois dificulta o fluxo das comunicações entre os líderes da organização e os demais membros da FDN”, apontou trecho da decisão.

A quinta tentativa de julgar ‘João Branco’, e seus ‘comparsas’ pelo assassinato do delegado da Polícia Civil Oscar Cardoso está marcada para o próximo dia 13 de abril. O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) informou, na última segunda-feira (2), que o julgamento será realizado no Plenário do Fórum Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona sul, a partir das 8h30.