Mais de 130 mil vivem em áreas de risco no Amazonas, diz IBGE

Foram analisadas as moradias de 51 municípios do Estado. Segundo o levantamento, 15,1% da população que está vivendo em área de risco não têm destinação de lixo adequada

Manaus – Um total de 132.558 pessoas vivem em áreas de risco no Amazonas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em um levantamento feito em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e divulgados nesta quinta-feira (28). Foram analisadas as moradias de 51 municípios do Estado.

Mais de 130 mil (132.558) pessoas vivem em áreas de risco no Amazonas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (Foto: Reinaldo Okita / Arquivo DA)

Na capital, 55 mil ou 3,1% da população manauara está exposta aos riscos. Cerca de 55% dos amazonenses que moram nessas áreas (75,5 mil) ganham até um salário mínimo de renda domiciliar por pessoa, segundo o IBGE. O órgão cruzou os dados do Censo de 2010 e os do Cemaden e fez uma análise de dados básicos como água encanada, rede coletora de esgoto e coleta de lixo.

Na Região Norte, o Estado do Acre foi o que apresentou a maior porcentagem de habitantes em área de risco, ao todo 11,6% (53.831) da população de sete municípios monitorados. “Os Estados do Amazonas e Pará contemplam um maior número de municípios analisados e número total de população em risco (51 e 39 municípios; Em números absolutos, o Estado do Amazonas apresenta maior número de população residente exposta em áreas de risco”, informou o supervisor do IBGE, Adjalma Batista.

Lixo e Esgoto

Segundo o levantamento, 15,1% da população do Amazonas que está vivendo em área de risco não tem destinação de lixo adequada. Na região Norte, este é o segundo pior resultado. O Estado do Pará (20,6%) ficou em primeiro lugar.

Para se ter uma ideia, no sudeste do País, onde se encontra a maior parcela da população brasileira somente 3% dos habitantes da área de risco são desprovidos de uma correta destinação para o lixo. Estado como São Paulo, com 0,6% e do Paraná, com 2,7% obtém os piores índices da região.

Das 708 mil residências do Estado, o IBGE levantou que 30 mil estão em áreas de risco. Desse total de moradias 66,35% não recebem esgotamento sanitário. Entre as que não estão em área de risco esse percentual de acesso ao tratamento de água e esgoto é de 49%.

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