Mais de 1,7 mil servidores da educação do grupo de risco pediram afastamento das atividades presenciais

Segundo o Sinteam, há trabalhadores que mesmo com comorbidades estão indo às escolas por medo de perder benefícios

Manaus – Mais de 1,7 mil servidores pediram da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afastamento das atividades presenciais por pertencerem a grupo de risco. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Profissionais em Educação (Sinteam), a informação é da própria secretaria. Segundo o Sindicato, por outro lado, há trabalhadores que mesmo com comorbidades estão indo às escolas por dois motivos: medo de perder benefícios, como auxílio-alimentação e vale-transporte, ou porque não conseguiram laudo com data de início e término da ‘comorbidade’.

(Foto: Divulgação/Sinteam)

“A Seduc pede para que obesos, grávidas, diabéticos, hipertensos e idosos apresentem laudo médico com data de término das licenças, sendo que não existe tempo determinado para isso. Quem não apresenta, se sente na obrigação de retornar à escola com medo de falta e corte de benefícios”, afirma a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

A Lei 13.979 de 2020 ampara trabalhadores que fazem parte do grupo de risco sem perda de benefícios, “uma vez que não foi o empregado que requereu o afastamento” e garante para esses profissionais trabalho remoto, férias remuneradas ou licença sem perda de benefícios.

Em reunião on-line, na última sexta-feira(21), a representante da Seduc afirmou que o afastamento de trabalhadores com 60 anos ou mais acontecia de forma “automática”. “Não procede. Hoje mesmo estivemos em escolas em que vimos professores com mais de 60 anos, outros se declararam diabéticos e até hipertensos que não conseguiram ficar em trabalho remoto por causa da burocracia da secretaria”, disse Ana Cristina.

Anúncio