Manaus recebe mais de 60 venezuelanos na sexta etapa do processo de interiorização

Ao todo, ao longo da semana, serão 276 pessoas transferidas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). João Pessoa e São Paulo também recebem imigrantes, nesta terça

Manaus – A capital amazonense recebeu, nesta terça-feira (28), 65 venezuelanos que estavam na capital de Roraima, Boa Vista. Esse é o primeiro grupo desta sexta etapa do processo de interiorização dos migrantes que cruzaram a fronteira do País, fugindo da crise político-econômica da Venezuela.

(Foto: Sandro Pereira)

Cento e oitenta e sete venezuelanos deixaram Boa Vista, nesta terça. Além de Manaus, João Pessoa recebeu 69 imigrantes e São Paulo, 53, em busca de novas oportunidades.

Ao todo, ao longo da semana, serão 276 pessoas transferidas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Na próxima quinta-feira (30), 60 deles serão levados para a cidade paranaense de Goioerê, 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Entre abril a julho deste ano, 820 pessoas foram transferidas de Roraima para sete cidades. A maior parte deles (287) foi encaminhada para centros de acolhimento em São Paulo.

A previsão da Casa Civil da Presidência da República, que tem coordenado a ação, é que, somando os meses de agosto e setembro, a interiorização inclua mais de mil venezuelanos.

Alternativa

A transferência para outras cidades acontece de forma voluntária como uma alternativa para os migrantes que estão vivendo em situação de extrema vulnerabilidade.

A partir da manifestação das cidades que disponibilizam espaços para acolher estas pessoas e do perfil desses abrigos, são identificados os que têm interesse em participar do processo.

Todos os venezuelanos que migram para outras cidades recebem vacina e são submetidos a exame de saúde. A situação deles no país também é regularizada e os migrantes passam a ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho.

A ação tem sido feita em parceria entre o governo e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, como as Agências para Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além do Fundo de População das Nações Unidas (Unfa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com a Casa Civil, ainda antes do embarque dos refugiados, os órgãos envolvidos no processo, as autoridades locais e a coordenação dos abrigos definem estratégias para garantir o atendimento de saúde aos refugiados, a matrícula das crianças em escolas nas cidades, a garantia de um reforço para o ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Outra medida é voltada para o setor privado que têm sido motivado a absorver a mão de obra refugiada.