Manaus registra 39 mortes por atropelamentos, em 2018; Torquato Tapajós é a via mais perigosa

De acordo com o Manaustrans, as avenidas Torquato Tapajós, Cosme Ferreira e Constantino Nery lideram entre as ruas com maiores números de vítimas de atropelamentos fatais. Os dados deste ano mostraram que 39 pessoas foram mortas atropeladas na capital

Manaus – O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) divulgou as oito ruas e avenidas de Manaus mais perigosas para os pedestres. Os dados deste ano mostraram que 39 pessoas foram mortas atropeladas na capital. As avenidas Torquato Tapajós, Cosme Ferreira e Constantino Nery lideram entre as ruas com maiores números de acidentes fatais. Em todo ano passado, 70 pedestres morreram neste tipo de acidente.

Cinco pedestres foram atingidos por veículos e morreram na Torquato Tapajós, em menos de seis meses. (Foto: Eraldo Lopes/Arquivo)

As oito vias concentram mais da metade (66%) de todos os acidentes com morte da capital. Cinco pedestres foram atingidos por veículos e morreram na Torquato Tapajós em menos de seis meses, conforme o balanço do Manaustrans. Nas avenidas Cosme Ferreira, Max Teixeira e Constantino Nery, quatro pessoas foram mortas no mesmo período, em cada via. Coronel Teixeira, na zona centro-oeste, Avenida das Torres, na zona norte, Itaúba, na zona leste e Djalma Batista, também estão na lista, segundo o Manaustrans.

Crianças atropeladas

O levantamento do Manautrans mostrou, ainda, que as crianças e adolescentes têm sido cada vez mais vítimas dos acidentes de trânsito.  Cerca de quatro atropelamentos fatais foram registrados pelo instituto, em 2017. Neste ano, antes mesmo do fim do primeiro semestre, três pedestres nessa faixa etária já haviam morrido ao atravessar a rua.
Há oito dias, uma criança de seis anos de idade foi morta atropelada na Avenida Atroaris, conjunto Renato Souza Pinto, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

Antes disso, em maio, o motorista Luan da Cruz Gomes, 30, chegou a ser indiciado por homicídio culposo pela morte da menina, de 1 ano e 4 meses, também atropelada na invasão Santa Inês, bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. A criança estava correndo atrás da avó quando sofreu o acidente, segundo a polícia. Em depoimento, Luan disse que tentou fazer uma manobra pra retornar, mas precisou dar a marcha-ré porque a via é muito estreita. Ele disse à polícia que não viu a criança.

E, foi desde o início de maio também que a Lei de Trânsito passou a ser mais severa com os condutores que causam acidente. O texto da lei prevê prisão de até oito anos em caso de morte e cinco anos em caso de lesão grave, para motoristas embriagados.

Educação

Uma equipe de educação do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) realizou uma série de ações educativas durante o movimento mundial ‘Maio Amarelo’, que tem como finalidade a redução do número de vítimas de trânsito. O agente e educador de trânsito, Wenrisson Freitas, afirmou que as ações de educação são necessárias para alcançar a diminuição do número de vítimas no trânsito.

Atendimentos

De acordo com o Sistema de Informações Hospitalares (SIH), em 2016, no Amazonas, 1.503 pessoas foram internadas devido a acidentes de trânsito. A quantidade é quase sete vezes maior do que a de 2008, quando foram registradas 230 internações. Os gastos com esses atendimentos de saúde passaram de R$ 94 mil para R$ 2 milhões no Estado, de 2008 para 2016.

Para a gerente de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (Dant), Vera Queiroz, da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), os números são preocupantes e mostram que, embora muitas ações educativas sejam realizadas, a conscientização ainda não faz parte da vida da maioria das pessoas, no País. “O uso de bebida alcoólica e de celular no volante continua sendo a principal causa de acidentes de trânsito”, disse.

Segundo Vera Queiroz, o que se tem observado durante as ações educativas e de prevenção no trânsito é que a pessoa que dirige sob efeito de álcool ou usando celular acredita que um acidente nunca vai acontecer com ela, o que é uma ilusão. “A probabilidade de se envolver num acidente de trânsito é a mesma para todo mundo que toma essa atitude. A pessoa assume o risco tanto para si quanto para os outros, o que é pior. É preciso ser mais prudente”, salientou.

Ao todo, 9,6% dos motoristas de Manaus afirmaram que conduzem veículos motorizados sobre o efeito do álcool, segundo a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017.

Em 2018, 39 pessoas morrem atropeladas em Manaus

Em 2018, 39 pessoas morrem atropeladas em Manaus; Torquato Tapajós é a via mais perigosa da capital.#d24amSaiba mais: d24am.com

Posted by D24am on Saturday, June 23, 2018

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