Manhã é marcada por manifestações contra Wilson Lima

Membros da educação, saúde e de atividades do entretenimento do AM, manifestaram-se contra ações tomadas pela governador Wilson Lima

Manaus – Nesta terça-feira (20), a sede do governo do Amazonas foi tomada por atos contra a gestão do governador Wilson Lima. Estiveram presentes no ato membros da educação, da saúde e de atividades do entretenimento do Amazonas. Os profissionais da Educação, representados pela Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom), por meio do coordenador de comunicação da Asprom, Lambert Melo, detalhou as reivindicações da categoria para que os mesmos não paralisem totalmente as atividades.

“Infelizmente, aconteceu o aumento da intransigência do governo em relação aos trabalhadores. Buscamos o dialogo e infelizmente não tivemos respostas positivas. Solicitamos o pagamento de nossas datas-bases de 2020 e 2021, além de melhor condição de trabalho”, detalhou ele.

Para o coordenador, ainda não é momento de se discutir retorno das aulas. “Queremos vacinação imediata, o mais rápido possível, para que possamos discutir o retorno das aulas presenciais”, argumentou Lambert.

Melo também fez duras criticas ao estado, por conta da falta de contato do governo com a categoria. “O governo se faz de surdo, não ouve nossas reivindicações e caso essa tentativa de dialogo não dê certo, podemos ter que indicar uma greve e, que se ocorrer, será culpa exclusivamente do estado”, apontou Lambert.

Por fim, o mesmo explicou os motivos que levam a categoria a ser contrária ao retorno das aulas. “O sindicato dos professores e pedagogos é contrário a qualquer tipo de retorno, pois até na forma hibrida estamos expostos ao vírus, tendo que ir a escola. Para garantir, queremos vacinação em massa e reformas estruturais sejam feitas nas escolas. É impossível falar em retorno das aulas sem que nossa reivindicação seja atendida”, concluiu.

Já a área da saúde foi representada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Amazonas (Sindsaúde), com a presidente do Sindsaúde, Cleudenir Socorro, comentando sobre as decisões da categoria.

“Estamos tentando um dialogo com o Governo de todas as formas, para atendermos nossas reivindicações. Todos viram o que nossos companheiros da saúde estão passando. Nós não estamos pedindo reajuste. Ele não quer dá o que nós é direito por lei”, denunciou a presidente.

Em meio a pandemia, a área da saúde tem ação fundamental. Ainda assim, a categoria não descarta paralisar suas atividades. “É preocupante, não queremos parar e estamos fazendo de tudo para que não precisemos parar, mas se for necessário, caso o governo não resolva nossa demanda, será tomado”, explicou ela.

Enquanto os dois primeiros grupos defendiam medidas mais efetivas contra a Covid-19 no Amazonas, os membros dos parques de diversão de Manaus solicitavam o retorno de suas atividades, alegando estarem passando necessidades por conta da paralisação dos serviços.

Uma das manifestantes explicou que o grupo tem sofrido com a pandemia. “Estamos quatro meses sem trabalhar, com contas para pagar, famílias para sustentar. A gente só quer trabalhar. Temos ao menos cinco parques presentes, que totalizam 220 funcionários”, comentou ela.

Outro membro presente no ato fez duras críticas aos critérios dos decretos do governo estadual. “Estamos reivindicando que nos deixem trabalhar, para sustentar nossa família, pois estamos passando fome. Ele libera parque, outros grupos e não libera os parques de diversão”, disse o manifestante.

Para os presentes, o fato de outros grupos estarem sendo liberados incomoda o grupo. “São quatro meses sem trabalhar, precisamos de uma resposta urgente. Shopping está aberto, parque, balneários, precisamos de uma posição já”, concluiu.

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