Manifestantes pedem fim do isolamento e saída do governador do Amazonas

Segundo os organizadores, a manifestação foi criada pelas redes sociais e teve o apoio de 1200 veículos que percorreram as principais vias da cidade

Manaus – Um grupo de manifestantes saiu em carreata, na manhã deste domingo (19), pelas ruas de Manaus. Segundo os organizadores, a manifestação foi criada pelas redes sociais e teve o apoio de 1200 veículos que percorreram as principais vias da cidade. O objetivo do protesto foi para pedir o fim do isolamento social por conta da Covid-19 e a volta ao trabalho, além do afastamento do governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, que, segundo os manifestantes, não está sabendo governar nesse período de crise.

O grupo formado por motoristas de aplicativo, caminhoneiros e simpatizantes se reuniu por volta das 7h30 da manhã deste domingo, em frente a um posto de gasolina que fica na Avenida das Torres, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus. Eles saíram do local em carreata e foram até a Assembleia Legislativa do Estado (ALE), na Avenida Mário Ypiranga, bairro Parque 10, também na zona centro-sul. De lá, o grupo percorreu as avenidas Torquato Tapajós, Santos Dumont e do Turismo até chegar à Coronel Teixeira. O ponto de parada foi em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA), na zona oeste de Manaus.

 

O grupo distribuiu adesivos com os dizeres “#ForaWilsonLima!!!”. Um coronel reformado da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), identificado apenas como Rosses, disse que o intuito da manifestação foi pedir o afastamento do governador, que não vem administrando bem a crise causada pelo coronavírus. Segundo o coronel, o govenador faz compras superfaturadas, sem licitação, e esconde o número real de doentes e de mortos, além de não dar auxilio aos hospitais, deixando muita gente morrer sem atendimento.

Já o motorista de aplicativo Thiago Rodrigues, além de pedir o afastamento do governador, disse que a manifestação também foi para pedir o fim do isolamento social. Segundo ele, os motoristas querem trabalhar, mas por conta do isolamento social, a categoria sofre prejuízos.

Já o caminhoneiro Edmilson Aguiar reclamou da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), que, segundo ele, não está funcionando e por conta disso muitas mercadorias estão retidas, causando prejuízos aos trabalhadores que não têm como abastecer o comércio nesse período de crise.