Material orgânico é encontrado durante buscas a jornalista e indigenista desaparecidos no AM

O material orgânico que foi coletado pode ser humano e de um dos desaparecidos

São Paulo – As buscas pelo indigenista Bruno Araújo Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, que desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte, continuam.

Pessoas da região, como o mateiro ‘coruja’ que encontraram sinais de terras reviradas às margens do Rio Itagauí, no Vale do Javari, no estado do Amazonas, local onde Bruno Pereira e Dom Phillips foram vistos navegando no último domingo (5), dia do desaparecimento. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros foram acionados.

No local foi coletado material orgânico que pode ser humano, o material foi enviado para analise. Fontes ligadas a Polícia Federal, disseram que o material encontrado trata-se de um cabelo claro que pode ser do jornalista britânico. Nada foi confirmado oficialmente por nenhum órgão competente.

A esposa de Dom Phillips entregou à policia objetos de uso pessoal do marido que vai servir para a realização de exame de DNA.

A procura acontece em pequenos grupos, voluntários descem o rio Javari em busca de informações com ribeirinhos. Já, a Defesa Civil, Polícia Militar, Exército e a Marinha navegam rio acima.

Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), disse ter visto Dom Phillips e Bruno Pereira, perto desse local remexido, a testemunha também afirma que o suspeito Amarildo da Costa estava no mesmo local.

Amarildo é investigado pelo desaparecimento do jornalista e do indigenista. Ele teve a prisão preventiva de trinta dias decretada pela Comarca de Justiça de Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros a oeste de Manaus).

A polícia recolheu material genético e encontrou inclusive vestígios de sangue na lancha do suspeito. O laudo pericial deve ficar pronto em cerca de 20 dias.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso determinou que o governo federal adote todas as medidas necessárias para resolver o caso e deu um prazo de cinco dias para que um relatório sobre as providências tomadas seja apresentado.

A decisão cita o ministro da Justiça Anderson Torres, o diretor geral da Polícia Federal Márcio Nunes Oliveira e o presidente da Funai, Marcelo Xavier. Em caso de descumprimento no prazo de apresentação do relatório, foi estipulado uma multa de diária de R$100 mil reais.

As buscas pelo jornalista e indigenista continuam nas áreas de mata fechada.

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