Médico alerta para os sinais de câncer de pênis, doença que pode levar a morte

A falta de higiene é uma das causas para o surgimento da doença. Câncer é mais comum em homens com mais de 50 anos e pode levar à amputação do órgão sexual

Manaus – Doença rara e de desenvolvimento inicial lento, o câncer de pênis ainda é um mito entre os homens. Causada por falta de higiene e, na maioria das vezes, por infecções causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV), a doença é mais comum em homens com mais de 50 anos e pode levar à amputação do órgão sexual, caso diagnosticada tardiamente, explica o cirurgião urologista do Centro de Urologia do Amazonas (Urocentro), Giuseppe Figliuolo.

Câncer de pênis: na fase avançada, a doença pode levar à amputação do órgão e até à morte. (Foto: Reprodução)

Ele explica que o câncer de pênis tem início com uma pequena ferida na glande (cabeça do pênis) ou verruga que não cicatriza. Muitas vezes, os pacientes resolvem utilizar pomadas, chás, infusões, entre outros, na ilusão de que o problema será solucionado. Mas, com o tempo, a lesão começa a apresentar sangramento e, em seguida, aumenta de tamanho rapidamente, tomando proporções, às vezes, irreversíveis. “Quando tratamos na fase inicial, uma pequena cirurgia tende a funcionar e eliminar o foco da doença. Mas, ainda assim, o paciente precisa passar por acompanhamento por alguns anos, para garantirmos que o câncer não retornará”.

Já na fase avançada, a doença pode levar à amputação do órgão e até à morte. “Apesar de ter uma incidência bem menor que a do câncer de próstata, por exemplo, o câncer de pênis é o que traz resultados mais traumáticos ao indivíduo, quando tratado de forma tardia. Isso porque, os homens ignoram os primeiros sinais e, em vez de procurarem um médico especialista, optam por tratamentos inadequados, sem terem ideia do diagnóstico”, frisou o especialista.

Por isso, o cirurgião especialista em oncologia ressalta que é importante conscientizar os homens sobre a importância de buscar ajuda médica quando necessário. “Culturalmente, a população masculina ainda tem uma certa resistência em buscar a prevenção e só procura o médico quando há algum sintoma evidente. Esse é o grande erro que lutamos para corrigir, pois quanto mais as pessoas se sensibilizarem e entenderem que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para o tratamento de doenças como essa, mais vidas salvaremos e mais qualidade de vida daremos aos nossos pacientes”, assegurou.

Giuseppe Figliuolo explica que o diagnóstico da doença começa com a avaliação clínica por um médico urologista, seguida de biópsia (retirada de fragmento) para análise patológica, exame que definirá se trata de lesão maligna ou benigna.

Para prevenir a doença, o médico recomenda a correção da fimose (incapacidade de expor a glande), utilização de preservativos durante as relações sexuais e boa higienização do pênis, com água e sabão e retirada das eventuais secreções que se alojem acima ou abaixo da pele. “Lembramos, mais uma vez, que são medidas simples. As secreções podem se acumular e causar irritação, além de processos inflamatórios contínuos, o que levam, em longo prazo, ao desenvolvimento do câncer”, destacou o cirurgião.

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