Médicos vasculares mantêm paralisação nos hospitais de Manaus

Os profissionais denunciam que estão com contratos vencidos e não são pagos pelo Estado há quase cinco meses. Susam decidiu apresentar proposta após primeiro dia de paralisação

Manaus – Os quatro principais hospitais e pronto-socorros da capital (HPS 28 de Agosto, Dr. João Lúcio Machado, Dr. Platão Araújo, e HPS da Criança da Zona Leste ‘Joãozinho’) vão continuar com as cirurgias vasculares suspensas até quinta-feira (19). A informação foi confirmada pelo presidente da União Vascular de Serviços Médicos Ltda (Univasc), Ricardo Dias.

Com a paralisação, cirurgias de amputações, trombose, complicações respiratórias derivadas do diabetes, entre outras, não vão ser realizadas na rede pública (Foto: Reinaldo Okita)

Os médicos anunciaram que suspenderam totalmente as atividades, nesta terça-feira (17). Na noite desta quarta-feira (18), os trinta e três médicos vasculares, que estão com o contrato vencido com o Estado, e há cinco meses sem receber seus vencimentos, vão participar de uma assembléia geral para decidirem se aceitam a proposta da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), de assinar um contrato emergencial, para que os especialistas voltem ao trabalho.

O presidente da Univasc disse que, durante reunião com o secretário-executivo da Susam, Orestes Guimarães de Melo Filho, a secretaria efetuou o pagamento de duas folhas em atraso, nesta terça-feira, e se prontificou a pagar as outras três, nos próximos dias, além de assinar um contrato emergencial para que os profissionais voltem a atuar nos pronto-socorros da capital.

“O problema maior era o contrato, mas a Susam se prontificou em fazer um contrato emergencial. Mesmo assim, tudo deve ser votado e decidido pela categoria. Até lá, nossas atividades seguem suspensas”, disse.

A reunião com a Susam só aconteceu após os médicos vasculares suspenderem as cirurgias, mesmo após duas tentativas de reunir com a secretaria, para cobrar resposta sobre os atrasos, segundo Dias. Com a paralisação, cirurgias de amputações, trombose, complicações respiratórias derivadas do diabetes, entre outras, não vão ser feitas nos principais hospitais de Manaus.

Em nota, a Susam informou que, em outubro de 2017, a nova gestão da pasta encontrou os serviços prestados pela empresa sendo realizados sem contrato formal. Sem citar prazos, a Susam disse, ainda, que está realizando uma licitação para que possa regularizar o atendimento prestado nessa área. A nota informa também que a Susam já pagou uma parcela devida à empresa nesta terça-feira e pagará outra amanhã (quarta-feira).

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