Ministros reúnem-se com governadores da Amazônia

Nesta terça-feira (3), em Manaus, a comitiva se encontra com os governadores dos Estados da Amazônia ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) para tratar de queimadas e desenvolvimento

Manaus – A comitiva ministerial liderada pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebeu, nesta segunda-feira (2), dos governadores dos Estados da Amazônia Legal, na sua parte oriental (Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso), sugestões para combater o desmatamento e as queimadas ilegais. Os governadores discutiram também propostas para um plano de desenvolvimento sustentável da região. A reunião, em Belém, deu seguimento ao encontro dos governadores com o presidente Jair Bolsonaro, na semana passada.

“Na próxima semana, vamos processar todas essas demandas, que vão desde questões que envolvem a regularização fundiária, passam pelo zoneamento econômico-ecológico, pelos serviços ambientais, pela economia verde, que é uma preocupação relevante. Os ministros estão aqui, vão se preparar”, disse Onyx sobre a construção de um plano para a Amazônia. Na semana passada, Bolsonaro encarregou o ministro Onyx de dialogar com os governos estaduais e consolidar as demandas emergenciais e estruturais.

Nesta terça-feira (3), em Manaus, a comitiva se encontra com os governadores dos Estados da Amazônia ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima).

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorezoni, media as reuniões na região (Foto: Arquivo/ABr)

GLO Ambiental

No dia 23 de agosto, Bolsonaro autorizou uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO), que ganhou o nome de GLO Ambiental, para que as Forças Armadas atuem no combate aos incêndios na floresta amazônica. De acordo com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, na Amazônia oriental 4 mil militares já estão atuando junto com 400 agentes civis.

Fundo Amazônia

O governador do Pará, Helder Barbalho, destacou, após a reunião, a consolidação da lógica dos governos estaduais e federais na utilização dos recursos do Fundo Amazônia, programa de cooperação internacional para preservação da floresta. “Está claro que o Brasil tem interesse em usar os recursos do fundo, apenas deseja liderar a construção de quais as ações, para que e como serão utilizados os recursos, respeitando a soberania e agenda do Brasil”, disse.

Barbalho lembrou que os governos federal e estaduais aguardam a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sobre a destinação de parte dos recursos de um fundo da Petrobras, criado para receber valores recuperados pela operação Lava Jato, em acordo com os Estados Unidos, para o combate a queimadas e ao desmatamento ilegal na região. O fundo tem R$ 2,5 bilhões.

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