Moradores denunciam que atividades de empresa prejudicam entrada de ramal, na AM-010

Moradores do ramal São Francisco denunciam que caminhões-caçamba, usados na extração de areia, deixam a estrada ‘intransitável’

Manaus – Cerca de 20 pessoas interditaram, na manhã desta quinta-feira (25), a entrada do ramal São Francisco, localizado no quilômetro 42 da rodovia AM-010. Segundo moradores do local, a empresa Terra e Mar Mineração Ltda, que faz extração de areia, trafega com caminhões-caçambas diariamente pela área, deixando a estrada intransitável, com vários buracos e muita lama.

Os manifestantes bloquearam, por volta das 4h, a passagem dos caminhões no ramal, com carros e motos. A agricultora Carla Cristina Nunes, 39, conta que a situação já se estende por, aproximadamente, 4 anos e que nada é feito para melhorar o ramal, que piora no período de chuvas.

“Estamos reivindicando que a empresa nos dê uma posição sobre o que vão fazer para nos ajudar, porque sempre é isso. Eu e meu marido não conseguimos sair de casa por causa do ramal ‘enlameado’ e com enormes buracos, isso afeta as nossas vendas de farinha, e até quem precisa sair para trabalhar em Manaus”, disse.

Segundo a moradora, no ramal moram cerca de 500 famílias, que são constantemente prejudicadas. A agricultora conta que crianças deixam de frequentar a escola e pessoas que vivem da agricultura precisam transportar as mercadorias para outras localidades.

“Quando começar as aulas vai ser aquela aflição. Nossas crianças faltam às aulas porque os ônibus escolares quebram com tanta buraqueira, e elas ficam impedidas de estudar. Eles só prometem as coisas, jogam uma areia no local para disfarçar e pronto, no outro dia já está a mesma coisa. É triste nossa situação”, desabafou.

Durante a manifestação, 12 caminhões-caçambas, que tentaram acessar a via para entrar no ramal, foram impedidos de entrar.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou, por meio de assessoria de imprensa, que a empresa citada tem licenciamento para funcionar na extração de areia no ramal desde 2017 e que, na última fiscalização, realizada em dezembro do ano passado, empresa estava trabalhando dentro do limite da licença ambiental e que o ramal estava em boas condições de tráfego.

O Ipaam também informou, por meio de nota, que uma equipe de fiscalização esteve no local, na manhã desta quinta-feira, e constatou pontos críticos no ramal. Após os procedimentos, a empresa se comprometeu junto a comunidade em arrumar esses trechos para o melhor trafego. O instituto vai acompanhar o trabalho de manutenção do ramal até a conclusão da obra.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa, pelo número (92) XXXXX-7698, cadastrado no CNPJ da mesma, mas, até a publicação desta matéria, não obteve sucesso.

***Matéria atualizada às 15h45.

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