Motoristas de aplicativo protestam contra falta de segurança e assédio

Outra reivindicação dos trabalhadores são as taxas dobradas pelas plataformas de aplicativo. Ato ocorreu no estacionamento do Sambódromo

Manaus – Motoristas de transporte por aplicativo realizaram uma manifestação na tarde desta quarta-feira (19), para reivindicar a falta de segurança e assédios sofridos durante as corridas, além da taxas dobradas pelas plataformas de aplicativo. O protesto ocorreu na Rua Loris Cordovil, no estacionamento do Sambódromo, zona centro-oeste da capital.

De acordo com um dos líderes da ADMS Comando, Tiago Rodrigues, as tarifas cobradas pelas plataformas estão defasadas e categoria se reuniu nesta terça-feira para iniciar uma mudança.

“Nós precisamos de uma mudança, a nossa liderança juntamente com outras decidiu hoje dá um passo à frente, nós estamos renovando a mente do motorista para que haja uma cultura diferente. Hoje, as empresas contratam os motoristas, só que é o inverso, são os motoristas que contratam as plataformas para trabalhar, eles que tem o poder de decisão, se liga ou desliga o aplicativo”, explicou Thiago.

Motoristas se concentraram em frente ao estacionamento do Sambódromo, na zona centro-oeste da cidade (Fotos: Carlos Nascimento / GDC)

Segundo a categoria, o número de assaltos praticados contra motoristas de transporte de aplicativo cresceu. Conforme balanço feito pelos motoristas uma média de três a cinco são assaltados diariamente e, destes crimes, 80% se tornam sequestro.

“Nós temos um numero muito expressivo de motoristas reivindicando segurança, qualidade de vida, reivindicando valorização da categoria, nós pagamos de 30% a 52% para a plataforma, isso é um absurdo”, destacou Rodrigues.

Os motoristas também sofrem assédio durante as corridas e, muitas vezes para não receberam uma avaliação baixa e serem prejudicados pela plataforma, não registram a denúncia.

Antônio Silva, é motorista de transporte de aplicativo há sete meses, e já foi assediado durante o trabalho.

“No momento fui gentil para não ser mal educado com o cidadão, porque se não ele ia me avaliar mal, quando o motorista é avaliado mal, a gente é prejudicado na plataforma, as vezes o motorista precisa dessa plataforma para conseguir o alimento e pegar suas contas”, relatou Silva.

De acordo com os trabalhadores, a maioria dos assaltos sofridos se tornam também sequestros (Fotos: Carlos Nascimento / GDC)

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