Movimentos sociais fazem protesto contra o racismo e repudiam supermercado em Manaus

O ato foi realizado para repudiar a morte de um homem negro, por dois seguranças brancos do Carrefour, em Porto Alegre, no dia 20 de novembro

Manaus – Participantes de movimentos sociais se reuniram, em frente ao supermercado Carrefour, na tarde desta sexta-feira (27), na Avenida Djalma Batista, bairro Flores, zona sul de Manaus, para protestar contra o racismo.

(Foto: Divulgação)

O ato foi realizado para repudiar a rede de supermercado, onde um homem negro, João Alberto Silveira Freitas, foi espancado até a morte, por dois seguranças brancos do Carrefour, em Porto Alegre, no dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra.

O racismo existe sim e ele é estrutural, no sentido de que ninguém ia bater até a morte naquela pessoa se ela não fosse negra. “A gente está vendo isso diariamente em vários estabelecimentos, então é por isso que nós estamos aqui, contra esse racismo estrutural, negros, brancos e índios vieram aqui para lutar contra isso, porque a gente acha que é responsabilidade nossa”, explicou o representante do movimento hip hop, Lamartine Silva.

Com a faixa vidas negras e indígenas importam, manifestantes subiram na plataforma e levantaram uma cruz, de cor vermelha, em sinal de protesto. Para a representante da Coletiva Banzeiro Feminista, Raescla Ribeiro, o ato também busca justiça por uma mulher negra, Leila Arruda, candidata à prefeitura de Curralinho, em Belém, que foi assassinada a facadas e pauladas, no último dia 19 de novembro.

“A gente trouxe também uma outra vida negra, que foi ceifada recentemente, que foi a da Leila, no Pará, ela era uma candidata do PT e ela foi assassinada, foi um caso de feminicídio, uma mulher negra, militante, aqui do norte. Nosso grito é pelo João, mas também é pela Leila”, explicou a Ribeiro.

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