MP-AM apresenta nova denúncia contra médico suspeito de abusar sexualmente das pacientes

Segundo o promotor de Justiça Edinaldo Medeiros, na nova denúncia, outras quatro mulheres são citadas como vítimas do médico. Ao todo, o médico possui duas denúncias, com relatos de seis vítimas

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresentou uma nova denúncia contra o médico Júlio Adriano da Rocha, 34, suspeito de abusar sexualmente de pacientes da rede pública e privada. Segundo o promotor de Justiça Edinaldo Medeiros, na nova denúncia, outras quatro mulheres são citadas como vítimas do médico. Ao todo, o médico possui duas denúncias, com relatos de seis vítimas.

Em entrevista, realizada na manhã desta terça-feira (6), o promotor afirmou que, destas quatro vítimas, uma já era citada na primeira denúncia. Porém, o MP-AM entendeu que seria mais conveniente apresentar uma nova denúncia, evitando, assim, o retardamento da primeira, que já se inicia no dia 14 de agosto, com a instrução processual.

O promotor relatou, ainda, que Júlio Adriano está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica (Foto: Raquel Miranda/Arquivo GDC)

“Quando nós fizemos a primeira denúncia, nós já tínhamos o relato de uma terceira vítima. Solicitamos que a polícia continuasse fazendo a investigação e, com a apresentação do relatório final do 19° DIP (Distrito Integrado de Polícia), constatamos que não só a terceira vítima, que já tínhamos cogitado na primeira, e mais três vítimas, totalizando quatro novas vítimas que não estavam na primeira denúncia”, disse.

O promotor relatou, ainda, que Júlio Adriano está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, além de ter sido afastado das atividades profissionais, a pedido do MP-AM, pois todos os relatos das vítimas apontam que os abusos sexuais eram praticados enquanto ele exercia as atividades médicas. Além disso, há uma vítima que não era paciente, mas trabalhava como recepcionista em uma das unidades onde ele atendia.

“Para evitar que tivessem novas vítimas, nós entendemos que ele deveria ficar afastado desta atividade. Uma das vítimas, diferente das outras, relatou que o médico esteve com ela diante da sua relação profissional e não do atendimento, como as demais”, acrescentou.

As investigações iniciaram em 2018, quando uma vítima denunciou que havia sido agredida dentro do consultório médico. Conforme o promotor, a partir daí, a Polícia Civil instaurou um procedimento e, ao analisar os arquivos, foi verificado que já havia outras denúncias.

Anúncio