MPAM vai investigar morte de menino durante ação policial no Cacau Pirêra

Um manifestação foi realizada na manhã de hoje durante o sepultamento de Gabriel

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) informou na tarde desta quinta-feira (29), que vai investigar a morte de Gabriel Lima dos Santos, 12, que desapareceu na última quarta-feira(27) no rio após uma ação policial no distrito do do Cacau Pirêra, município de Iranduba  (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus), região metropolitana de Manaus.  O corpo de Gabriel foi encontrado na última quarta-feira (28) e de acordo com o delegado Lázaro Ramos, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba, as circunstâncias do fato serão investigadas.

(Foto: William Berlamino / GDC)

De acordo com o promotor de Justiça do MPAM, Leonardo Abinader Nobre, um procedimento investigatório criminal foi instaurado para investigar as circunstâncias da morte. “A partir de agora, procederemos a instrução desse procedimento coletando informações, coletando provas, ouvindo testemunhas, ouvindo os envolvidos e esperamos dentro em breve dar uma resposta à sociedade”, afirmou o promotor.

Na manhã desta quinta-feira (29), vizinhos e familiares de Gabriel, realizaram uma manifestação no momento em que o menino foi sepultado. Com cartazes e palavras de ordem pedindo “justiça”, mais de 50 pessoas reivindicaram a soltura do padrasto do menino e a também a investigação sobre os policiais que, possivelmente, atiraram contra o menino.

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(Foto: Izaias Godinho / GDC)

“Desejo de vingança, revolta. O pedido é justiça porque tiraram a vida de um inocente. O padrasto dele também está preso e é inocente. Chegaram atirando no local. Ninguém pode ficar dentro da própria casa quando se tem um tiroteio. É uma coisa muito absurda”, disse o avô de Gabriel, um autônomo identificado como Osanar Queiroz.

O tio da vítima, um vendedor autônomo identificado como Júnior Queiroz também lamentou a morte do menino e afirmou que a prisão do padrasto da vítima desamparou a esposa que, além de perder o filho durante a ação policial, está sem o amparo psicológico do marido.
“Cadê a Justiça brasileira? O padrasto dele tinha três crianças e agora só tem duas. Uma já levaram. As outras que ficaram são pequenas e precisam do pai”, disse.

A vendedora Elissandra Alves, que é vizinha dos familiares de Gabriel também se juntou ao protesto. A mulher afirmou que o padrasto da vítima trabalha vendendo bananas e foi preso injustamente pela polícia.

“O padrasto dele não é um traficante, não é um bandido, não vende droga. Ele apenas vende banana para sustentar os filhos e a esposa. Então a gente está pedindo justiça. São policiais corruptos”, disparou a mulher.

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