Mulher de advogado morto no Porão quer ser assistente de acusação contra Sotero

Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, que também foi baleada pelo delegado, entrou com o pedido na Justiça para requerer sua habilitação no processo

Manaus – Por meio de sua advogada, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, viúva do advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, entrou com pedido para requerer sua habilitação como assistente de acusação no processo em que o delegado da Polícia Civil (PC) Gustavo Sotero é acusado de ter assassinado Wilson, na madrugada do dia 25 de novembro de 2017, no Porão do Alemão. Na ocasião, Fabíola foi baleada com um tiro na perna.

Fabíola foi baleada na perna e seu esposo, o advogado Wilson Justo, foi morto a tiros no Porão do Alemão, em novembro do ano passado (Foto: Divulgação/OAB)

O documento foi protocolado na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Manaus, nesta terça-feira (9), pela advogada Catharina de Souza Cruz Estrella, e foi disponibilizado para consulta processual nesta quarta-feira (10). A advogada afirma que Fabíola é legitimada para requerer a assistência, tendo em vista ser vítima do acusado e ser, ainda, esposa de Wilson, o que foi comprovado por meio de uma escritura pública de união estável.

Além de ser acusado pela morte de Wilson, Sotero também é acusado de ter deixado três feridos, dentre eles a esposa de Wilson, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) pelos crimes de homicídio e tripla tentativa de homicídio. Sotero está preso preventivamente em uma carceragem da Delegacia Geral (DG).

Defesa de Sotero

Conforme foi divulgado com exclusividade pelo Portal D24AM, no dia 1º de dezembro, o advogado sustenta a tese de que o delegado agiu em legítima defesa. Em entrevista à Rede Diário de Comunicação (RDC), no dia 28 de dezembro, Cláudio Dalledone Jr., advogado do delegado Gustavo Sotero, disse que não pedir o habeas corpus do acusado era uma estratégia da defesa.

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