Mulher que se jogou em rio para fugir de agressões presta depoimento

A universitária Glenda Raphaela Cordeiro, 25, prestou depoimento na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) no início da tarde desta segunda-feira (18)

Manaus – No início da tarde desta segunda-feira (18), a universitária Glenda Raphaela Cordeiro, 25, prestou depoimento na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) sobre a denúncia feita por ela de que o companheiro, o médico Gustavo Machado Pereira, 37, a agrediu, na tarde do último sábado (16), enquanto eles voltavam de um evento que ocorria em um flutuante. Glenda afirmou que chegou a se jogar no Rio Negro para não apanhar mais.

Na delegacia, Glenda afirmou que chegou a se jogar no Rio Negro para não apanhar mais (Foto: Pablo Medeiros)

De acordo com a delegada Débora Mafra, titular da DECCM, a vítima chegou até a delegacia para denunciar o companheiro em estado psicológico abalado. “O número de agressões contra a mulher tem crescido e continua alto dentro das residências, onde tudo acontece. Nesse caso, uma mulher foi agredida pelo seu marido e ao tentar fugir das agressões acabou se jogando no rio. O fator positivo é a coragem de ela vir realizar a denúncia, como fez, após uma violência de tamanha crueldade”, salientou a delegada.

A cabeleireira Adriana Oliveira, mãe de Glenda, contou que a filha e a neta apresentavam sinal de que algo não ia bem dentro da casa em que conviviam com o médico. “Minha filha disse que o dia do aniversário dela era a data mais triste de sua vida. Eu não percebi que ela se referia ao primeiro dia em que foi morar com Gustavo”, disse. “Minha neta implorava para que eu não a deixasse na casa dos pais, e que, ‘por favor’, a trouxesse para morar comigo, uma criança de apenas 3 anos”, contou a cabeleireira.

Glenda afirmou que o companheiro já teve outros sinais de agressividade. “Quando a gente namorava, ele era uma pessoa agressiva, e sempre que estava com raiva ficava assim” disse Glenda.  Ela ainda relatou que, após o ocorrido, o agressor chegou a ligar para ela, pedindo que esquecesse de tudo, pois provavelmente toda a ação (denúncia) não daria em nada. Segundo a família, o médico está foragido desde que o caso foi denunciado à polícia.

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