Na ALE, mais de 500 professores pedem apoio aos profissionais da Educação

No local, os professores realizaram uma assembleia geral, em que definiram pela manutenção do movimento grevista e aprovaram uma contraproposta ao governo do Estado

Manaus – Mais de 500 professores estiveram na manhã desta terça-feira (14) na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), para pedir apoio dos deputados estaduais à categoria dos profissionais de Educação. No local, os professores realizaram uma assembleia geral, onde definiram pela manutenção do movimento grevista e aprovaram uma contraproposta ao governo do Estado.

O documento com a contraproposta inclui 11 itens, entre os quais estão a reposição imediata de 4,73%; reposição escalonada de 10,6% referentes às perdas do período de março de 2018 a janeiro de 2019, provados e reconhecidos pelo governo do Estado, mediante estudo e futura compatibilidade orçamentária para o ano de 2019; concessão imediata das progressões horizontais (por tempo de serviço) a 16 mil servidores, com o compromisso de aperfeiçoar o sistema de concessão da progressão e reduzir o tempo de concessão de 4 para 3 anos, de forma automática, assim como aumentar o percentual financeiro de 2% para 5% de cada migração de referência; concessão imediata das progressões verticais (por titulação) a 1,7 mil servidores nos seguintes percentuais: 12% para especialistas, 50% para mestres e 55% para doutores, entre outros.

De acordo com assessoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), parte dos deputados se comprometeu a intermediar uma reabertura de negociações entre a categoria e o governo do Estado.

O coordenador financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical), Lambert Melo, também esteve na ALE e participou de uma reunião entre os parlamentares e os profissionais da educação.

“Fomos chamados porque os parlamentares queriam conversar com todos os representantes da categoria. Eles (deputados) se mostraram dispostos a ajudar na intermediação”, disse Lambert.

Nesta quarta-feira (15), a Asprom Sindical fará sua assembleia geral para definir, também, sua contraproposta ao governo do Estado.

A vice-presidente da ALE, deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), disse que a Casa vai trabalhar pela retomada das negociações entre o governo e as entidades de representação dos professores, que estão em greve há quase um mês. O compromisso foi firmado após reunião entre a deputada e dirigentes do Sinteam e Asprom Sindical na manhã desta terça-feira, na sede do Poder Legislativo.

Segundo Alessandra, a Assembleia Legislativa, desde o início do movimento grevista, sempre defendeu o diálogo entre as partes na busca por uma solução para o impasse. A parlamentar disse que, em companhia do presidente Josué Neto (PSD) e de outros deputados, participou das comissões que ajustaram as propostas e encaminharam as negociações. O diálogo, entretanto, foi rompido após pronunciamento do governador Wilson Lima (PSC).

Na segunda-feira (13), Wilson comunicou que vai encaminhar a ALE um projeto de lei com a reposição salarial da data-base dos profissionais da educação, que será de 4,73%, conforme a contraproposta apresentada aos sindicatos da categoria na semana passada. Além disso, o governador assegurou que vai começar a pagar progressões de carreira horizontais e verticais, dobrar o valor do auxílio localidade, reajustar o auxílio alimentação e ampliar o vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas.

“Eu estou encaminhando para a Assembleia Legislativa a mensagem com esse percentual de 4,73%, garantindo promoções horizontal e vertical e dobrando o auxílio localidade para aqueles professores, principalmente, que estão lá no interior e têm dificuldade para se deslocarem por questão da logística, o que acaba sendo muito difícil”, disse o governador.