‘Não tem diferença se saiu do seu ventre ou não’: conheça histórias de mães adotivas

Em comemoração ao Dia das Mães, celebrado neste domingo (13), o PORTAL D24AM conta as histórias de mulheres que decidiram adotar. Segundo o CNJ, no Brasil, 8.656 crianças e adolescentes estão à espera de uma família

Manaus – “A adoção é uma maternidade fora da barriga”, diz a servidora pública Graça Izoney Vieira Tomé, 54, que adotou duas crianças. “Quando você adota uma criança, não tem nenhuma diferença se ela saiu do seu ventre ou não, ela se torna sua filha”, ressalta a psicóloga Rosenira Ribeiro de Almeida Dantas, 51. Em comemoração ao Dia das Mães, celebrado neste domingo (13), o PORTAL D24AM conta as histórias dessas duas mulheres, que decidiram adotar.

Izoney e a família reunida (Foto: Arquivo pessoal)

Dona Izoney conta que adotou Ítalo Rodrigo Medeiros de Lima, 35, quando ainda era solteira. Na época, ele tinha apenas três meses de nascido. Já casada e após perder um filho, Izoney adotou outro bebê – a Sophya Vieira Tomé, de 11 anos, que se juntou à família ainda recém-nascida.

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Sophya, filha de Izoney (Foto: Arquivo pessoal)

“O Ítalo é filho de uma prima minha e eu ainda solteira decidi adotar ele juntamente com a minha mãe. Depois, quando eu casei ele veio comigo. Casada eu tive dois filhos, o Gabriel Vieira Tomé que faleceu com 19 anos, em um assalto, e a Rebecca Vieira Tomé, que agora tem 30 anos”, conta a servidora.

Izoney relata que depois que perdeu o filho Gabriel, incentivada pela mãe, decidiu adotar o segundo bebê. “Depois da perda eu adotei a Sophya. Ela nasceu e no mesmo dia veio para o meu colo. Hoje, eu tenho a guarda definitiva deles. Consegui isso depois de passar pelo processo de adoção”, explica.

Izoney destaca que não há diferença entre o amor dos filhos adotados e os biológicos. “A adoção é uma maternidade fora da barriga. Eu recebo o amor do filho biológico e do adotivo e é um amor igual. Existem muitas crianças que precisam de uma família e a adoção é um gesto muito bonito. Não é um filho gerado na barriga, mas no coração”, diz.

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Rosenira com a filha Rebecca (Foto: Arquivo pessoal)

A psicóloga Rosenira Ribeiro de Almeida Dantas, 51, conta que adotou Rebeca Quiara de Almeida Dantas, 14, quando ela tinha nove meses. “O processo de adoção durou quase três anos. Ela era filha da minha irmã que foi embora para outro estado. Eu fiquei com a Rebeca. Logo depois, pedi para adotá-la e a mãe biológica me deu um documento me dando autoridade para fazer o processo”, relata.

Rosenira explica que sentia o desejo de ser mãe e como não poderia ter um filho biológico, optou pela adoção. “Eu estava casada há dez anos e queria ser mãe, mas descobri que não existia essa possibilidade para mim e para o meu marido. Então, decidimos adotar. A Rebecca foi uma mudança nas nossas vidas. Quando você adota uma criança, não tem nenhuma diferença se ela saiu do seu ventre ou não, ela se torna sua filha”, ressalta.

Espera por adoção

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), há 43.738 casos pretendentes para adoção, e 8.656 crianças e adolescentes à espera de uma família.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) informou que está elaborando o projeto “Encontrar Alguém” para adoção de crianças com idade acima de cinco anos e grupos de irmãos. O órgão informou, ainda, que um abrigo de Manaus está com um grupo de seis irmãos que aguardam adoção. Segundo o Tribunal, já houve consulta até no cadastro internacional, mas não se conseguiu encontrar uma família para eles.

Mãe adotiva incetiva a seguir exemplo, no AM

#DiaDasMãesIzoney tem dois filhos adotivos. O Ítalo ela adotou quando ainda era solteira. A Sophya se juntou à família depois que a servidora pública casou. A gente conta essa história na nossa matéria sobre o Dia das Mães 👉 http://ow.ly/Up6f30jYpWo

Posted by D24am on Sunday, May 13, 2018

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