‘Não tem vitória’, diz prefeito sobre ameaça de greve dos rodoviários em Manaus

Durante assinatura de termo de cooperação com a PM, Arthur Neto falou sobre união entre instituições e salientou que a “greve é válida quando autorizada pela Justiça”

Manaus – O prefeito de Manaus, Arthur Neto, afirmou na tarde desta quinta-feira (5) durante solenidade de assinatura de termo de cooperação com a Polícia Militar (PM), que não haverá vitória em uma possível greve anunciada pelos rodoviários. A ameaça de greve ocorre após mais de um mês da última greve deflagrada, onde foi registrada paralisação de 100% da frota

Os motivos da greve seriam pelos três meses de atraso salarial, atraso no pagamento dos vales alimentação e saúde dos trabalhadores. (Foto: Eraldo Lopes)

“A greve é um instrumento válido desde que não se deixe de prestar um serviço essencial, desde que seja devidamente autorizada pela Justiça. Faço um apelo: Não tem vitória para obter, não tem vitória”, falou o prefeito. Ainda de acordo com ele, a greve deflagrada da forma como tem sido feita, “gera uma antipatia para a categoria”.

“Sempre disse que se um dia eu perdesse o apoio dos trabalhadores do sistema rodoviário, eu teria perdido toda a minha vida pública. Sempre estive com eles. Quando houve tiroteio no Sindicato dos Rodoviários, eu estava com eles, um jovem deputado. E se ameaçou a vida de alguns, ameaçou a minha também”, lembrou.

Por meio de assessoria, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) informou que a categoria pretende paralisar as atividades, na próxima terça-feira (10). Os motivos da greve seriam pelos três meses de atraso salarial, atraso no pagamento dos vales alimentação e saúde dos trabalhadores, além de férias vencidas.

No mês passado, os rodoviários chegaram a paralisar 100% da frota dos coletivos durante a greve que durou sete dias. A greve, considerada abusiva pela Justiça do Trabalho, foi encerrada com um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões, sem contar com os danos causados em aproximadamente 60 veículos que foram depredados e incendiados.

O saldo após mais de sete dias de greve, segundo o Sinetram, foram mais de 2,1 milhões de pessoas prejudicadas. Além disso, a população depredou 61 ônibus, das empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado nas proximidades do Terminal 4. Apenas este ano já foram 15 paralisações irregulares.