Nível do rio Negro durante a cheia deste ano não passará da normalidade, prevê CPRM

A expectativa é que o rio alcance o nível de 27,95m a 28,65m, em média

Manaus – O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou o 1º Alerta de Cheias para a cidade de Manaus 2020, após a cota do Porto de Manaus apresentar 25,22 metros nesta terça-feira (31), 1,12 m abaixo do esperado, em comparação ao ano de 2019. A previsão do CPRM é que, este ano, o nível do rio Negro durante a cheia em junho e julho não passe da normalidade. As informações foram repassadas na manhã desta terça-feira (31), por meio de coletiva on-line.

A expectativa é que o rio alcance o nível de 27,95m a 28,65m, em média. Os próximos alertas serão divulgados nos dias 31 de abril e 29 de maio.

Os próximos alertas sobre a cheia do rio Negro serão divulgados nos dias 31 de abril e 29 de maio (Foto: Divulgação)

Durante a coletiva, foi apresentado como são feitas as medições dos níveis da chuva em cada rio do Estado, por meio de estações fluviométricas, que são réguas instaladas dentro do rio, e todo dia uma pessoa que mora na região acompanha o aumento do nível de água; estações pluviométricas, que fazem a leitura do nível do rio e aumento por conta das chuvas; e estações telemétricas, quando informações são obtidas em uma estação via satélite, facilitando o acesso das informações. Todo esse trabalho de captura facilita que a CPRM tenha acesso e obtenha uma conclusão sobre as cheias.

Segundo a pesquisadora em geociências Luna Gripp, esse marco pode acontecer uma vez a cada três anos. “Não é um evento extremo, não chega atingir a cota de emergência, então, a previsão é que em termos de inundação causada pelo rio Negro, os dados sejam dentro da normalidade. A cheia do rio Negro não vai ser um grande problema para Manaus este ano”, explicou a pesquisadora.

A cheia do rio Negro é um evento ligado à cheia do rio Solimões. Quando os dois rios se encontram, consequentemente o rio Negro começar a subir, por conta da força do Solimões, e a tendência é acumular a cheia em frente à cidade, de acordo com Luna Gripp.

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