ONG indígena pede cessão da Escola Estadual Saldanha Marinho

Abandonado, o prédio da Escola Estadual Saldanha Marinho é reivindicado por ONG indígenas para criar a galeria Uka Anamã, visando geração de emprego, renda para famílias indígenas

Manaus – O prédio da Escola Estadual Saldanha Marinho, localizado na rua do mesmo nome, no Centro, hoje abandonado, poderia ser o maior Centro Cultural Indígena do Amazonas, se o governo do Estado cedesse o espaço para o Instituto de Apoio aos Povos Originários da Amazônia (Iapoam).

Para a presidente do instituto, Kamila Katusawa, a organização luta pela visibilidade e resgate intercultural e tem um projeto para implantar no prédio a galeria Uka Anamã, que proporcionará geração de emprego, renda, sustentabilidade e valorização social e cultural de famílias indígenas.

O prédio está abandonado, com mato, pintura deteriorada e pichações (Foto: Divulgação)

A organização luta pelo espaço desde 2018. Uma solicitação foi feita à Secretaria de Administração e Gestão (Sead), mas até hoje nenhum posicionamento foi dado. “A gente solicita à secretaria que esse prédio (escola) seja vinculado diretamente ao Iapoam. A escola Saldanha Marinho se encontra desativada, disse Kamila.

Em 2019, o instituto solicitou apoio ao Consulado do Japão, que ficou interessado em ajudar na reforma do projeto do centro cultural, que segue parado por falta de resposta. “Como liderança indígena, esse espaço é um sonho para se desenvolver o turismo, empreendedorismo, e a questão de visibilidade da Amazônia”, destacou Kamila.

O prédio está abandonado, com mato, pintura deteriorada e pichações. A insegurança faz parte de quem frequenta a área, principalmente de noite. O local já foi invadido e foram levados mesas, cadeiras e até ar condicionado. O prédio tombado como patrimônio histórico tem a segurança de apenas um cadeado simples.

“É um descaso com o dinheiro público, um patrimônio que está parado. O prédio já foi arrombado, ficou uns meses com as portas e janelas abertas porque tinham depredado lá dentro”, disse Jéssica Barroso, ex-aluna da escola.

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