ONU aprova projetos de inovação, oriundos do Amazonas

Entre projetos selecionados, um prevê um circuito de turismo indígena do Rio Negro, no Amazonas

Manaus – Com o objetivo de identificar experiências e metodologias de inovação alinhadas aos aceleradores ou às cadeias de produção locais, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil selecionou 12 projetos nos Estados do Amazonas e do Piauí para receberem R$ 100 mil cada um.

Recursos vão para ampliação, aprimoramento e continuidade dos projetos (Foto: Divulgação/Foirn)

Os recursos serão utilizados na ampliação, aprimoramento e continuidade das iniciativas, contribuindo para a promoção do desenvolvimento sustentável na região.
Entre os 80 projetos recebidos no edital, seis foram selecionados em cada Estado. “Essa iniciativa é o resultado de um processo articulado junto aos dois governos estaduais, ao setor privado, à academia e à sociedade civil”, comentou o coordenador da área de Pessoas e Prosperidade do PNUD Brasil, Cristiano Prado.

No Amazonas, a chamada considerou as seguintes temáticas: Novas dinâmicas para promoção de polos de desenvolvimento; Gestão pública; Conservação ambiental e Uso sustentável dos recursos naturais; Estratégias para enfrentar a violência e a criminalidade; Cidadania plena para mulheres e meninas; Educação inclusiva e de qualidade; Cadeia do turismo; Cadeia das melíponas; e Cadeia do pirarucu.

Os projetos aprovados no Estado são: Circuito de Turismo Indígena do Rio Negro, da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) para a implantação de um novo circuito de turismo, para além da pesca esportiva, incluindo indígenas locais em todo processo e fortalecendo a cultura e os saberes das comunidades indígenas; Coletivo do Pirarucu Manejado em Áreas Protegidas do Amazonas, da Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc), para a comercialização de Pirarucu manejado por um coletivo, garantindo valor mínimo e criação de marca com forte valor agregado acionando postos de venda que ainda não comercializam o produto; App Castanhadora, do Instituto Internacional de Educação do Brasil, para aplicativo que calcula preço e tempo ótimo de venda de castanhas que será disponibilizado para as comunidades locais; Cientista Maker, da Associação Fablab Manaus, para capacitação dos alunos de Ensino Fundamental na cultura maker digital; Descarte Correto, Transformando o resíduo eletrônico em benefícios econômicos e socioambientais, do Descarte Correto Serviço Ambiental Ltda., para beneficiamento de lixo eletrônico em novos produtos; e Educação Contextualizada, Agroecologia e Políticas públicas na Terra Indígena Andirá Marau do povo Sateré-Mawé. A proposta é da Associação Slow Food do Brasil, para articulação de trabalho educacional de agroextrativismo com indígenas e resgate de saberes tradicionais para garantir a segurança nutricional desta população.

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