Para Sinteam, 18 escolas têm casos de Covid-19

Um professor registrou boletim de ocorrência após se negar a entrar em sala de aula quando tomou conhecimento de um caso positivo de um aluno e de uma professora na escola

Manaus – Segundo informações do Sindicato dos Profissionais em Educação do Amazonas (Sinteam), pelo menos 18 escolas apresentaram casos positivos da Covid-19 entre alunos e professores. Desde a última segunda-feira(10) primeiro dia do retorno das aulas presenciais, o Sindicato vem recebendo denúncias de casos positivos da Covid-19.

Na manhã desta quinta-feira, o professor Jackson Reis da Escola Estadual Professor Ruy Alencar fez um boletim de ocorrência no 18º DIP, após se negar a entrar em sala de aula quando que tomou conhecimento de um caso positivo de um aluno e de uma professora na escola. “Tivemos uma reunião com a gestora e ela tinha conhecimento dos casos há dois dias e não nos informou. É um descaso total. Queremos trabalhar mas com a segurança necessária”, disse.

O Sinteam encaminhou, nesta quarta-feira(12) um pedido de intervenção ao Ministério Público Estadual para que o Governo do Estado suspenda as aulas presenciais, quando já haviam chegado ao conhecimento do Sindicato, quatro casos confirmados e um suspeito. “Pode haver muito mais, pois não há testes e ainda tem os casos de doentes assintomáticos transmitindo a doença. Mesmo com recomendação médica, o plano de saúde tem negado a realizar o exame”, afirma Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sindicato.

O mais grave, na opinião do Sinteam, é manter as aulas com os trabalhadores e alunos que tiveram contato com os doentes. “Eles fecham as escolas por um turno e reabrem depois normalmente. Só sanitizar não resolve. E as pessoas que podem estar contaminadas? E se alguém agravar e vier a falecer? É isso que eles querem?”, diz Ana Cristina.

Escolas com casos confirmados da Covid-19, conforme informação do Sinteam.

1. Maria do Céu Vaz D´Oliveira – Cidade Nova 1 (uma professora)
2. Escola Estadual Agenor Ferreira – Av. André Araújo, 99 – Aleixo (um professor)
3. Escola Estadual Homero de Miranda Leão – Av. Atroaris, s/n – Cidade Nova (um professor com sintomas e exame recomendado pro 8º dia de sintomas, dia 19)
4. CMPM 8 – R. T 8 – Compensa (um professor)
5. Escola Estadual Professor Antonio Maurity Monteiro Coelho (um professor)
6. Escola Estadual Professor Cleômenes do Carmo Chaves – Jorge Teixeira (aluna sintomática)
7. Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira – R. 87 – Cidade Nova (um professor)
8. Escola Estadual Senador Manoel Severiano Nunes – R. 7 de Abril, 12 – Alvorada 2 (uma professora)
9. Escola Estadual Ruy Alencar (uma professora e uma aluna)
10. Escola Estadual Luiz Vaz de Camões – Japiim (uma professora)
11. Escola Estadual Aldeia do Conhecimento (uma professora)
12. Escola Estadual Hilda Ferreira Tribuzy (secretária da escola)
13. Escola Estadual Lecyta Fonseca Ramos (uma aluna)
14. Escola Estadual Samuel Benchimol – (três casos positivos)
15. CMPM 6
16. Escola Estadual Inspetora Dulcinéia Varela Moura (um merendeiro)
17. Escola Estadual Professor Octávio Mourão (uma professora)
18. Escola Estadual Eliana de Freitas CMPM VII

A confirmar:
19. Escola Estadual Benjamin Magalhães
20. E.E. Balbina Mestrinho Av. Manicoré, 700 – Cachoeirinha (gestor, supervisora da merenda e secretária da escola)

 

O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical), também realizaram fiscalização na tarde desta quinta-feira(13), em três escolas da rede pública da zona norte de Manaus

Foto: Jael Lucena

Segundo o líder da Asprom Sindical, professor Lambert Melo, a fiscalização é feita em surpresa. “É uma fiscalização surpresa porque quando a gente avisa, eles ‘maquiam’ e enganam. Inclusive nós sabemos que o próprio secretário de educação desmentiu as denúncias que estão sendo feitas”, afirmou.

Este é o início de uma série de fiscalizações que vão acontecer na capital, por conta de denuncias feitas por professores que informaram ao Sindicato que testaram positivo para a Covid-19 após o início das aulas, informou a Asprom Sindical.

A equipe de reportagem acompanhou o sindicato na visita às duas primeiras escolas, porém, os sindicalistas foram impedidos de entrar.

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