Pesquisa identifica mais de 500 mil em baixíssimas condições de vida, em Manaus

Segundo dados do Censo de 2010, Manaus ocupava o segundo lugar do País em taxa de pessoas que moravam em locais com baixíssimas condições de vida, com 28,3% da população

Manaus – Em 2010, Manaus ocupava o segundo lugar do País em taxa de pessoas que moravam em locais com baixíssimas condições de vida. Eram mais de 508 mil nesse patamar, segundo dados do Censo Demográfico de 2010, na publicação Tipologia Intraurbana – Espaços de diferenciação socioeconômica nas concentrações urbanas do Brasil, divulgado, na última quarta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo do IBGE tem informações sobre saneamento, densidade de moradores por domicílio, rendimento, escolaridade, razão de dependência, revestimento das moradias e a presença de alguns bens duráveis, classificando as parcelas intraurbanas em onze diferentes níveis de condições de vida, variando desde as boas condições até as precárias.

Com 28,3% em baixíssimas ou precárias condições de vida, Manaus só perde para Belém (28,5%) (Foto: Arlesson Sicsú 05/10/2011)

Do total de moradores de Manaus, em 2010, exatos 508.352 ou 28,3% residiam em áreas com baixíssimas ou precárias condições de vida, revela o IBGE. A capital do Amazonas só não perde para Belém (PA), onde 570.439 pessoas ou 28,5% da população moravam em locais com baixíssimas ou precárias condições de vida.

Em Manaus, a maioria da população (55,7%) vivia em médias ou medianas condições de vida. Já outros 8,4% estavam no patamar de baixas condições de vida, segundo o IBGE.

Nacional

A maior parcela da população que vivia em concentrações urbanas, em 2010, morava em lugares com boas e médias condições de vida, abrangendo 58,5 milhões de pessoas (ou 61,9%) das 94,6 milhões que viviam em áreas urbanas, em todo o Brasil.

Entre as grandes regiões, as maiores proporções de população urbana em boas e médias condições de vida estavam no Sul (72,2%).

Entre os tipos mais ricos (A e B), o Centro-Oeste é o que tinha o maior percentual de população nessa condição (7,1% ou 507 mil pessoas). Em termos absolutos, o Sudeste possuía a maior quantidade de pessoas em áreas ricas (2,3 milhões ou 4,6%).

A maior proporção de população em áreas urbanas em piores condições de vida estava no Nordeste (59,9%), seguida pelo Norte (56,3%), região que apresentou a maior proporção de pessoas em domicílios com baixíssimas ou precárias condições de vida (35,4%).

Entre as maiores concentrações urbanas, destaca-se Brasília, com maior participação de população que residia em áreas ricas (13,1% nos tipos A e B ou 425.801 pessoas). A capital federal tinha, ainda, o maior território de áreas ricas (199,7 Km² ou 30% de sua área urbanizada) entre as concentrações urbanas do País.

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