Pesquisa Nacional mostra que 283 mil pessoas realizaram teste para diagnóstico da Covid-19 no Amazonas

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio da Covid-19 19 (PNAD COVID19) divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Manaus – Desde o início da pandemia até julho, mais de 200 mil pessoas realizaram algum teste para diagnóstico da Covid-19 no Amazonas. No total foram 283mil pessoas, o equivalente a 7% da população, deixando o Amazonas no décimo lugar do Ranking de mais testagens realizadas no Brasil. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio da Covid-19 19 (PNAD COVID19) divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio da Covid-19 19 (PNAD COVID19)

 

O levantamento mensal mostrou que em julho, do total de pessoas testadas no Amazonas, 92 mil testaram positivo para a Covid-19. A pesquisa também mostrou que 124 mil amazonenses declararam que não adotaram o isolamento social recomendado para a prevenção da pandemia.

Ao todo 5,7% sentiram algum sintoma de síndrome gripal. Em dois meses, caiu de 8,8% para 1,4% a quantidade de pessoas que sentiram sintomas conjugados, que poderiam estar associados à Covid-19. O levantamento aponta que pelo menos 50 mil pessoas procuraram atendimento em alguma unidade de saúde.
Entre os testes disponíveis para diagnóstico do novo coronavírus está o exame da coleta da saliva com cotonete (chamado swab), o teste rápido com sangue coletado com um furo no dedo, ou a tradicional coleta de sangue pela veia do braço.

No Amazonas, a maior parte da população testada preferiu realizar a coleta com furo no dedo (139 mil), 160 mil dos testados optaram por realizar o exame de sangue e 72 mil, o teste de coleta da saliva. Também foi observado que homens e mulheres procuraram na mesma proporção realizar os testes e a faixa etária mais testada foi de pessoas entre 30 a 59 anos de idade.

A pesquisa também considerou classe social, comorbidades e nível de instrução. A PNAD também comparou a apresentação de sintomas gripais na região norte e as outras regiões do país.

Crise

Além do levantamento com relação à saúde, a pesquisa também abordou o quantitativo de amazonenses que foram economicamente prejudicados durante a pandemia. Em 5,9% dos domicílios entrevistados, ao menos um morador solicitou empréstimo para enfrentar o período de pandemia.

Aulas

A PNAD COVID19 também observou que de um total de 1.059.000 alunos de escolas e universidades no Amazonas, 345 mil (32,6%) não tiveram atividade escolar e alegaram estar de férias.

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