PF realiza operação para combater serviços de segurança privada clandestina

Segundo a Polícia Federal, a investigação constatou a participação de um “alto número” de policiais nos serviços irregulares. Ação ocorre em todos os Estados

Com informações da assessoria 

Operação quer coibir serviços irregulares de segurança privada

Cerca de 500 policiais federais participam da operação Segurança Legal (Foto: EBC)

Manaus  – A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (30), operação para combater serviços clandestinos de segurança privada em todos os Estados do País. A corporação informou ter constatado um “alto número de agentes públicos envolvidos com a segurança privada irregular, na sua maioria policiais ou outros agentes da segurança pública”, e destacou o “número de mortes” desses servidores.

Cerca de 500 policiais federais participam da operação Segurança Legal, que está sendo realizada durante todo o dia nos 27 Estados e “visa a encerrar definitivamente as atividades de empresas que executam segurança privada sem a devida autorização”. A meta da PF é alcançar pelo menos 10% das empresas em atividade de segurança hoje no País.

De acordo com a Federal, a contratação de serviços clandestinos de segurança privada coloca em risco a integridade física e o patrimônio dos tomadores do serviço, já que esses seguranças não são checados pela PF quanto aos seus antecedentes criminais, formação, aptidão física e psicológica.

Os equipamentos utilizados na segurança irregular podem, também, ter origem em outras atividades ilícitas, como armas e munições de origem irregular ou contrabandeadas.

No Brasil, existem mais de 2,5 mil empresas de segurança privada legalizadas. Segundo estimativa da PF, o número de empresas clandestinas que atuam no setor é quase o dobro e movimente, por ano, em torno de R$ 60 bilhões.

Além disso, os profissionais – vigilantes – devem realizar o curso de formação de vigilantes em escola autorizada pela Polícia Federal e possuir cadastro na instituição.

Agentes públicos na mira

A Polícia Federal informou ter constatado um “alto número de agentes públicos envolvidos com a segurança privada irregular, na sua maioria policiais ou outros agentes da segurança pública”.  Também segundo a PF, “chamou atenção o número de mortes de servidores da segurança pública fora de serviço e que, em número considerável, estariam exercendo atividades privadas de segurança privada de forma irregular”.

A prática da atividade clandestina de segurança privada é crime e a pena é de prisão de três meses a dois anos, também para o tomador de serviço que insista na contratação irregular.