Após atraso de 2h para começar, defesa tenta adiar julgamento de João Branco

A defesa pediu que o julgamento fosse adiado pela quinta vez, alegando que uma testemunha considerada imprescindível não está presente no julgamento. O juiz negou o pedido

Manaus – A defesa de  João Pinto Carioca, o João Branco, tentou novamente adiar o julgamento dele e de outros acusados de planejar e executar o assassinato do delegado da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Oscar Cardoso Filho. João Branco é apontado como um dos líderes da facção criminosa Família Do Norte (FDN), que no início deste ano foi responsável pela maior chacina em presídios do Estado. O julgamento estava previsto para iniciar às 8h30, mas atrasou mais de 2 horas.

João Branco está preso no interior do Paraná e está sendo ouvido por videoconferência (Foto: Divulgação)

A defesa pediu que o julgamento fosse adiado pela quinta vez, alegando que Donato Paes da Silva, uma testemunha considerada imprescindível, não está presente no julgamento que ocorre no Fórum Ministro Henoch Reis. A defesa pediu que, para continuar o julgamento, Nonato deveria ser conduzido coercitivamente à sessão.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) se pronunciou, informando que Donato está a serviço do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) no interior do Estado.

O juiz Anésio Pinheiro indeferiu o pedido da defesa. Segundo o magistrado, mesmo que no Artigo 468 do Código Penal esteja prevista a condução coercitiva em caso de ausência da testemunha, o julgamento deve prosseguir, diante da impossibilidade da condução de Nonato, que está no interior do Estado.

Entenda o caso

Segundo o inquérito policial, o empresário foi responsável por fornecer o veículo usado no crime. Cardoso foi morto no dia 9 de março de 2014, com 18 tiros de pistola ponto 40, no bairro São Francisco.

Com base no inquérito policial, o Ministério Público do Estado denunciou cinco pessoas envolvidas na execução do delegado. João Pinto Carioca, o João Branco, é o acusado de ser o principal mandante do crime.

O narcotraficante João Branco vai acompanhar o julgamento por videoconferência e dará seu depoimento direto da Penitenciária Federal de segurança máxima no município de Catanduvas, no Paraná.

Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará, preso na penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte, já chegou ao Fórum Henoch Reis, no Aleixo, para acompanhar o julgamento. O suspeito veio escoltado pela Polícia Federal (PF) para depor presencialmente no julgamento.

Ainda serão julgados o empresário Mário Jorge Nobre Albuquerque, Mário Tabatinga; Messias Maia Sodré e Diego Bruno de Souza Moldes.

O julgamento

Dos cinco réus, apenas João Pinto Carioca será interrogado por meio de videoconferência. O réu está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná. Já o réu Marcos Roberto Miranda da Silva, que está preso em Mossoró (RN), será encaminhado para a capital amazonense para participar da audiência. Os demais acusados – Messias, Diego Bruno e Mário Jorge -, estão em unidades prisionais de Manaus e também serão apresentados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Amazonas (Seap).

 

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